Furto de R$ 5 milhões na Oscar Freire: suspeitos são soltos
Dois homens foram indiciados após depoimentos à Polícia Civil, mas liberados por não haver flagrante. Investigadores recuperaram grande parte das joias

Foto: Governo de São Paulo
Dois homens suspeitos de envolvimento no furto de aproximadamente R$ 5 milhões em joias na Rua Oscar Freire, na Zona Oeste de São Paulo, foram liberados após prestar depoimento à Polícia Civil. A dupla foi localizada na terça-feira (13), um dia depois da descoberta do crime, e indiciada por furto qualificado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os investigados responderão ao inquérito em liberdade porque não havia situação de flagrante.
Os suspeitos foram encontrados por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em uma tabacaria na Vila Buarque, região central da capital. Durante a ação, os policiais apreenderam uma mochila com centenas de joias e identificaram uma ferramenta utilizada na invasão do estabelecimento.
O furto atingiu a joalheria M. Pondé, localizada na região dos Jardins. Segundo o proprietário, mais de 90% das peças levadas foram recuperadas.
Por que os suspeitos foram liberados?
De acordo com a Polícia Civil, os dois homens foram ouvidos e indiciados, mas não permaneceram presos porque a detenção ocorreu depois do período de flagrante.
A liberação não encerra a investigação nem significa que os suspeitos foram inocentados. Eles continuam sendo investigados por sua possível participação no crime.
Um dos homens trabalha como pedreiro e, segundo a polícia, admitiu ter aberto passagens nas paredes de imóveis vizinhos para permitir o acesso à joalheria.
O outro investigado declarou que sabia da origem criminosa das peças e que havia recebido e escondido parte das joias. A Polícia Civil apura sua atuação na receptação dos objetos.
Como aconteceu o furto na Oscar Freire?
A ação começou na manhã de domingo (11) e se estendeu até a madrugada de segunda-feira (12), segundo as informações divulgadas pela investigação.
Os criminosos entraram inicialmente em um imóvel em reforma na Rua Melo Alves. A partir desse endereço, abriram buracos nas paredes de estabelecimentos vizinhos até alcançar a joalheria na Rua Oscar Freire.
Durante a invasão, o grupo também passou por duas lojas de roupas. Mercadorias desses estabelecimentos foram levadas.
Para dificultar a identificação, os envolvidos teriam coberto câmeras de segurança com papel-alumínio e desativado os sistemas de alarme.
O furto foi descoberto na manhã de segunda-feira, quando o gerente chegou à joalheria e encontrou o interior da loja revirado.
Polícia recupera joias e procura outros envolvidos
As investigações avançaram após a identificação de um veículo utilizado no crime. A análise de imagens contou com apoio do setor de inteligência da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Os policiais chegaram aos dois suspeitos e apreenderam uma mochila com grande quantidade de joias. Também localizaram uma serra-mármore apontada como uma das ferramentas usadas para abrir as passagens entre os imóveis.
As peças recuperadas deverão passar pelo procedimento formal de reconhecimento e restituição ao proprietário.
A Polícia Civil ainda procura outros integrantes do grupo. Pelo menos dois suspeitos de participação direta na invasão permaneciam sob investigação, conforme as informações divulgadas nesta quarta-feira (14).
O caso foi registrado inicialmente no 78º Distrito Policial, nos Jardins, e passou a ser investigado pelo Deic, especializado em crimes patrimoniais.




