Furtos e roubos de SUVs crescem 7,5% na Grande São Paulo
Levantamento aponta 5.103 ocorrências em sete meses; Jeep Renegade lidera a lista, e Vila Mariana registra alta de 77%

Foto: IA – São Paulo Agora
Os furtos e roubos de SUVs na Grande São Paulo cresceram 7,5% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 5.103 ocorrências, contra 4.749 em 2025, segundo levantamento da empresa de rastreamento Ituran, elaborado com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
O Jeep Renegade foi o modelo com mais registros, seguido pelo Nissan Kicks e pelo Honda HR-V. O estudo também mostra que o furto, modalidade em que não há violência ou ameaça direta à vítima, passou a representar 89% dos casos.
A alta ficou concentrada na capital paulista. Enquanto a cidade de São Paulo registrou aumento de aproximadamente 15%, os demais municípios da região metropolitana, considerados em conjunto, apresentaram queda de 15%.
Quais são os SUVs mais roubados e furtados em São Paulo?
O Jeep Renegade liderou o levantamento, com 631 ocorrências entre janeiro e julho. Na sequência aparecem Nissan Kicks, com 597 registros, e Honda HR-V, com 566.
O Nissan Kicks apresentou um dos maiores aumentos entre os modelos analisados. Os registros passaram de 383 para 597, crescimento de aproximadamente 56%.
O Honda HR-V também registrou alta expressiva, de 46%. Já o Jeep Compass apresentou redução de 14%, embora tenha permanecido entre os modelos com maior número de ocorrências.
Confira os dez SUVs com mais registros na Grande São Paulo:
| Modelo | Ocorrências em 2026 |
|---|---|
| Jeep Renegade | 631 |
| Nissan Kicks | 597 |
| Honda HR-V | 566 |
| Jeep Compass | 485 |
| Hyundai Tucson | 225 |
| Fiat Fastback | 207 |
| Volkswagen T-Cross | 189 |
| Ford EcoSport | 182 |
| Fiat Pulse | 139 |
| Hyundai Creta | 132 |
Os números representam a quantidade de ocorrências registradas, e não o risco proporcional de cada modelo. Para avaliar esse risco, seria necessário considerar também quantos veículos de cada tipo circulam na região.
Vila Mariana lidera ocorrências entre os bairros da capital
A Vila Mariana, na Zona Sul, apareceu como o bairro com maior número de registros no levantamento. Foram 196 casos entre janeiro e julho de 2026, aumento de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ipiranga e Tatuapé também figuram entre os bairros com maior concentração de ocorrências.
Na Penha, na Zona Leste, os registros cresceram 63%, chegando a 142 casos. Com isso, o bairro passou da décima para a quarta posição na comparação apresentada pelo estudo.
Nenhum bairro das zonas Norte e Oeste apareceu entre os dez primeiros colocados do levantamento.
Furtos representam quase nove em cada dez casos
A mudança mais significativa identificada no estudo está na forma como os crimes são praticados.
Em 2025, os furtos representavam 78% dos registros envolvendo SUVs. Em 2026, essa participação subiu para 89%, o equivalente a aproximadamente 4,5 mil ocorrências no período analisado.
Os roubos, que envolvem violência ou grave ameaça, diminuíram em comparação com o ano anterior.
A diferença entre as duas modalidades é importante para compreender os dados: o furto pode ocorrer, por exemplo, quando um veículo estacionado é levado sem contato com o proprietário. Já o roubo envolve violência ou ameaça à vítima.
Crimes se concentram entre terça e quinta-feira
O levantamento também identificou padrões relacionados aos dias e horários das ocorrências.
Entre terça e quinta-feira foram registrados 58% dos casos. A quarta-feira apresentou o maior volume, com 1.035 registros.
A madrugada foi o único período do dia que apresentou crescimento em relação a 2025, com alta de 12%.
Apesar disso, a noite continuou concentrando um número elevado de ocorrências. O estudo ressalta que quase um quarto dos registros não tinha informação sobre o horário do crime.
Como reduzir o risco de furto de veículos?
Os dados reforçam a importância de medidas preventivas, especialmente para motoristas que estacionam frequentemente em vias públicas.
Sempre que possível, é recomendável utilizar estacionamentos com controle de acesso, evitar deixar objetos à vista e verificar se portas e vidros estão fechados antes de se afastar do veículo.
Dispositivos de segurança adicionais, como alarmes, bloqueadores e rastreadores, podem dificultar a ação de criminosos, embora não eliminem completamente o risco.
Em caso de furto ou roubo, o proprietário deve procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência. Quando houver ameaça ou violência, a prioridade deve ser preservar a integridade física, sem reagir à abordagem.
O levantamento considera os sete primeiros meses de 2026 e não representa o balanço fechado do ano.




