Justiça

Ao vivo: Moraes afirma que STF será imparcial e ignorará pressões no julgamento de Bolsonaro

Relator garante imparcialidade apesar de sanções e pressão internacional em processo delicado; acompanhe o julgamento ao vivo

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, declarou nesta terça-feira (2) que o Supremo Tribunal Federal (STF) conduzirá o julgamento de forma absolutamente imparcial, sem ceder a pressões internas ou externas. A sessão marcou o início da análise do chamado “núcleo 1” da trama golpista e teve a presença simbólica relevante na abertura dos trabalhos.

Moraes levanta sigilo sobre delação de Mauro Cid, base da denúncia contra Bolsonaro
Relator garante imparcialidade apesar de sanções e pressão internacional em processo delicado(Marcelo Camargo – Agência Brasil)

Em suas primeiras palavras no plenário, Moraes ressaltou que “tentativas de obstrução não afetarão a imparcialidade e a competência dos juízes desta Corte”, frisando que o processo seguirá os mesmos princípios aplicados a qualquer cidadão. Ele citou que, na presença de provas que afastem dúvidas razoáveis, haverá condenação; em caso contrário, os réus serão absolvidos — “assim se faz a justiça”, disse.

Desde a reabertura do segundo semestre do STF, Moraes já havia antecipado sua postura firme: mesmo diante de sanções aplicadas pelos Estados Unidos — sob a Lei Magnitsky — e da instabilidade diplomática, ele garantiu que a Corte manteria seu cronograma e não seria influenciada por pressões externas. “O tribunal ignorará as sanções”, afirmou na ocasião.

Além disso, o ministro reconheceu o período de pacificação que o Brasil atravessa desde a Constituição de 1988, e destacou que a “impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação”. Para ele, a consolidação democrática exige a responsabilização dentro do devido processo legal.

O julgamento se desenrola em um contexto de alta visibilidade nacional e internacional, com possíveis repercussões políticas e diplomáticas, sobretudo pela atuação decidida do STF diante de pressões externas e tensões internas.

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