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Ato “Acorda Brasil” reúne mais de 20 mil pessoas na Avenida Paulista com críticas a Lula e ao STF

Manifestação em São Paulo contou com lideranças do PL e governadores; protestos também ocorreram em capitais como Rio, BH e Curitiba

A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (1º), de mais uma mobilização nacional contra o governo federal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, batizado de “Acorda Brasil”, começou às 14h e se estendeu até aproximadamente 17h, reunindo milhares de manifestantes na capital paulista.

Ato Acorda Brasil rene mais de 20 mil pessoas na Avenida Paulista com crticas a Lula e ao STF
Protesto “Acorda Brasil” reuniu cerca de 20 mil pessoas na Avenida Paulista(Reprodução – @FlavioBolsonaro)

De acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common, o pico de público ocorreu às 15h53, com cerca de 20,4 mil pessoas presentes. Considerando a margem de erro de 12%, o total variou entre 18 mil e 22,9 mil participantes. O cálculo foi realizado por meio da análise de imagens aéreas com uso de software de inteligência artificial.

Lideranças políticas marcam presença

O protesto contou com a participação de nomes ligados ao PL e a partidos de oposição ao governo federal. Estiveram no evento o senador Flávio Bolsonaro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado federal Guilherme Derrite, além dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

O governador Tarcísio de Freitas não compareceu por estar em viagem oficial à Alemanha. Já Michelle Bolsonaro também não participou do ato.

Durante os discursos, parlamentares e lideranças fizeram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Entre as pautas defendidas estavam pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e manifestações em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Discursos e críticas

Em participação por videochamada exibida nos telões, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou que o movimento representa pessoas que “queriam estar na Paulista”, incluindo apoiadores presos ou fora do país.

No carro de som, frases como “Fora Lula, buzine” eram exibidas em faixas. Entre os manifestantes, cartazes com mensagens como “Fora Lula” e “Fora Moraes” foram vistos, além de bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel.

O deputado Guilherme Derrite discursou sobre endurecimento penal, enquanto Nikolas Ferreira fez críticas diretas ao governo federal e ao STF. Já Flávio Bolsonaro mencionou o que considera censura e perseguições políticas, além de defender a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo.

Protestos em outras capitais

Além de São Paulo, o movimento “Acorda Brasil” teve atos em diversas cidades.

No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na Avenida Atlântica, em Copacabana, reunindo cerca de 4,7 mil pessoas no horário de maior concentração, segundo estimativa do mesmo monitoramento da USP/Cebrap.

Em Belo Horizonte, participaram do ato Romeu Zema, Nikolas Ferreira e o deputado estadual Bruno Engler. Já em Salvador, a mobilização ocorreu no Farol da Barra.

No Distrito Federal, manifestantes se concentraram em frente ao Museu Nacional, com a presença de parlamentares como Izalci Lucas, Rogério Marinho e Eduardo Girão.

Outras cidades também registraram protestos, como Campo Grande, Maceió, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Aracaju, Curitiba e Fortaleza, com pautas semelhantes: críticas ao governo federal, pedidos de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e manifestações contrárias a ministros do STF.

Clima e organização

Os atos transcorreram sem registro de incidentes graves até o encerramento das manifestações. Em São Paulo, o evento foi acompanhado por esquema de segurança reforçado, com monitoramento das autoridades locais.

A mobilização marca mais um capítulo na polarização política nacional, reunindo apoiadores da oposição em diferentes regiões do país sob pautas alinhadas contra o governo federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.

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