Torcida invade sede do Corinthians após retorno de Augusto Melo à presidência
Confusão ocorreu após aliados do presidente deposto tentarem reverter impeachment com base em parecer contestado; PM foi acionada para conter clima de tensão
Torcida invade sede do Corinthians após retorno de Augusto Melo à presidência; PM é acionada
A sede do Corinthians, no Parque São Jorge, foi palco de um episódio de tensão na noite deste sábado (31), quando cerca de 50 torcedores invadiram o local após uma tentativa de retorno de Augusto Melo à presidência do clube. A ação ocorreu poucas horas depois de a conselheira Maria Angela de Souza Ocampos, aliada de Melo, afirmar ter assumido a presidência do Conselho Deliberativo e restituído o cargo ao dirigente afastado por impeachment.
A confusão começou após o ex-presidente da Gaviões da Fiel, Douglas Deúngaro, o “Metaleiro”, convocar torcedores a comparecerem ao clube. Imagens divulgadas pela “Central do Timão” mostram apoiadores de Melo pressionando o presidente interino, Osmar Stabile, a deixar a sala da presidência no quinto andar.
Stabile, no entanto, se recusou a sair, alegando ter sido vítima de cárcere privado e constrangimento ilegal. Segundo ele, a tentativa de retomada de Augusto Melo se baseia em um parecer da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo, datado de abril, que ainda não teria validade reconhecida oficialmente.
A Polícia Militar foi acionada e chegou ao local para esvaziar o ambiente, o que ocorreu sem confrontos físicos. Tanto Augusto Melo quanto integrantes da atual diretoria registraram Boletins de Ocorrência na Drade (Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva).
Apesar da pressão, a atual direção do clube afirma que a tentativa de retorno de Melo não tem amparo legal. Leonardo Pantaleão, ex-diretor jurídico do clube, foi enfático: “Augusto não retornou à presidência do Corinthians”.
O caso escancara a crise institucional que atinge o Corinthians desde a votação de impeachment ocorrida no dia 26 de maio, que afastou Augusto Melo por suposta gestão temerária. A disputa interna deve continuar nos próximos dias e poderá parar na Justiça comum.







