PGR pede prisão preventiva de Carla Zambelli após saída do Brasil
Deputada foi condenada a 10 anos de prisão por invasão ao CNJ e anunciou que está na Europa para tratamento médico
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e inclui também a suspensão dos passaportes da deputada e sua inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol, além do bloqueio de bens para garantir o pagamento de multas impostas pela Justiça.

Condenação e saída do país
Em maio, Zambelli foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato parlamentar, por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo as investigações, ela teria atuado em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema, incluindo um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes.
A deputada anunciou que deixou o país há alguns dias, alegando buscar tratamento médico na Europa, onde possui cidadania. Ela afirmou que pretende se licenciar do mandato na Câmara dos Deputados e que sua saída não representa um abandono do país, mas sim uma forma de “resistir” e continuar sua luta política.
Repercussão e próximos passos
O advogado Daniel Bialski, que representava Zambelli, informou que deixou a defesa da parlamentar por “motivo de foro íntimo”, após ser comunicado sobre a viagem ao exterior. A deputada ainda pode recorrer da condenação, mas o pedido de prisão preventiva e as medidas solicitadas pela PGR indicam uma possível intensificação das ações judiciais contra ela.







