Venezuela nega envolvimento com óleo em praias do Nordeste
Por Alex Rodrigues

- Quem não pode circular hoje? Rodízio atinge placas 3 e 4 em São PauloVeículos com placas finais 3 e 4 têm restrição no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h.
- Previsão para São Paulo nesta terça-feira tem temperaturas entre 13°C e 22°CAcompanhe a previsão para São Paulo e veja o que esperar das temperaturas e da possibilidade de chuva.
- Esposa de Policial Militar é encontrada morta com tiro na cabeça em Embu das ArtesLarissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada com tiro na cabeça e arma do PM sobre o corpo; marido afirma que ela tirou a própria vida, mas família contesta versão
- Volta do feriado deve ter trânsito intenso na Anchieta-Imigrantes; veja quando viajarRetorno do litoral deve concentrar maior fluxo entre 10h e meia-noite desta segunda; Operação Subida poderá ser implantada
- 7 de Setembro tem atos políticos e ação da PM na Avenida PaulistaManifestações políticas ocupam a região da Paulista no feriado; PM usou bombas para dispersar um grupo próximo à avenida pela manhã
A empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) informou hoje (10) que, até o momento, nenhum de seus clientes ou subsidiárias relatou a ocorrência de vazamento de petróleo de origem venezuelana próximo à costa brasileira.
Em nota divulgada esta manhã, a petrolífera afirma não haver evidências de derramamentos de óleo nos campos de petróleo da Venezuela que possam ter atingido a região Nordeste, causando danos ao ecossistema marinho brasileiro.
“Reiteramos que não recebemos nenhum relatório no qual nossos clientes e/ou subsidiárias relatam uma possível avaria ou vazamento nas proximidades da costa brasileira, cuja distância com nossas instalações de petróleo é de aproximadamente 6.650 km, via marítima”, sustenta a PDVSA.
Também hoje (10), o ministro do Petróleo da Venezuela, Manuel Quevedo, descartou a hipótese de que a PDVSA ou o Estado venezuelano tenham qualquer responsabilidade pelo petróleo que atinge a costa brasileira.
Em Brasília, durante reunião ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) realizada hoje, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reafirmou que as autoridades brasileiras ainda desconhecem a origem do óleo, embora, segundo ele, o resultado das análises técnicas realizadas pela Petrobras apontem a “compatibilidade” entre o resíduo recolhido no litoral nordestino e o óleo venezuelano.
“A Marinha identificou todos os barcos que trafegaram pela costa brasileira e está investigando para saber qual é o possível barco [que pode ter derramado o óleo no mar]”, comentou o ministro, mencionando uma das três principais hipóteses para explicar a origem da substância: um vazamento acidental em alguma embarcação ainda não identificada; um derramamento criminoso do material por motivos desconhecidos ou a eventual limpeza do porão de um navio.
“O que sabemos é que o óleo não é brasileiro. E que a comparação das amostras é compatível com um derramamento de óleo venezuelano que houve no passado. Ou seja, tudo indica que é óleo venezuelano. Como este óleo chegou a nossa costa é a grande investigação”, disse Salles, referindo-se as apurações a cargo da Polícia Federal (PF), da Marinha e de órgãos ambientais.
Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério do Meio Ambiente esclarece que a indicação de origem venezuelana do petróleo se baseia em análise laboratorial. O ministério, no entanto, esclarece que nenhuma autoridade ou funcionário público afirmou que o caso seja de responsabilidade do Estado venezuelano ou da PDVSA.
“A hipótese aventada é que pode ter sido derramado a partir de navios que trafegaram ao longo da costa brasileira, e não necessariamente de campos do governo ditatorial venezuelano”, informa a pasta.







