Cantareira cai para 33%, mas governo de São Paulo descarta racionamento de água
Principal sistema de abastecimento da Grande São Paulo perdeu três pontos percentuais em agosto; governo diz que não prevê rodízio até o fim da estiagem
O Sistema Cantareira chegou ao fim de agosto com 33% da capacidade, aumentando a preocupação com o abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. Apesar da queda dos reservatórios durante a estiagem, o governador Tarcísio de Freitas afirmou nesta segunda-feira (31) que não há previsão de racionamento ou rodízio de água até o fim do período seco.

Segundo dados da Sabesp apresentados nesta segunda, o Cantareira perdeu cerca de três pontos percentuais ao longo de agosto. O sistema iniciou o mês com aproximadamente 36% de armazenamento e terminou o período na casa dos 33%.
Cantareira pode terminar estiagem abaixo de 30%
A sequência de semanas com pouca chuva mantém o sistema sob atenção. Se o ritmo de redução continuar, existe a possibilidade de o Cantareira encerrar o período de estiagem com armazenamento abaixo de 30%.
O cenário é acompanhado pelo governo estadual e pelos responsáveis pela operação do abastecimento. O Cantareira é uma das principais estruturas de fornecimento de água para a Região Metropolitana e sua situação costuma ganhar atenção especial durante períodos prolongados de seca.
A Sabesp disponibiliza informações sobre armazenamento, chuvas e condições dos principais mananciais que abastecem a Grande São Paulo por meio de seu sistema de acompanhamento.
Tarcísio descarta rodízio durante período seco
Mesmo reconhecendo que o nível atual exige atenção, Tarcísio afirmou que o cenário considerado pelo governo neste momento não prevê a adoção de racionamento ou rodízio de abastecimento até o fim da estiagem.
A avaliação, no entanto, não elimina a necessidade de medidas para administrar as reservas existentes. O governo acompanha a evolução dos mananciais enquanto São Paulo atravessa a fase do ano marcada historicamente por menor volume de chuvas.
A preocupação se concentra também no comportamento das precipitações durante a próxima estação chuvosa, fundamental para a recuperação dos reservatórios.
Governo aposta em ampliação de reservatórios
Além das ações de curto prazo para preservar os recursos disponíveis, o governo paulista aposta na ampliação da infraestrutura hídrica como forma de reduzir a vulnerabilidade diante de novas estiagens.
Segundo Tarcísio, investimentos estão sendo feitos em conjunto com a Sabesp para aumentar a capacidade de reservatórios estratégicos. A companhia afirma manter investimentos em infraestrutura de água e esgoto e em medidas destinadas à segurança hídrica.
A estratégia é aumentar a quantidade de água que pode ser armazenada e dar maior margem operacional ao sistema durante períodos prolongados de baixa precipitação.
Situação do Cantareira exige acompanhamento
A queda para 33% não significa, por si só, que haverá desabastecimento. O volume dos reservatórios é um dos fatores considerados na gestão do sistema, que também depende da entrada de água, consumo, chuvas e regras de operação.
Para a população, a declaração do governador afasta, pelo menos no cenário atual, a perspectiva de um rodízio formal até o encerramento da estiagem. A evolução do Cantareira nas próximas semanas, porém, continuará sendo determinante para a avaliação da segurança hídrica da Grande São Paulo.







