Grupo suspeito de planejar fogo em floresta será investigado

- Quem não pode circular hoje? Rodízio atinge placas 9 e 0 em São PauloVeículos com placas finais 9 e 0 têm restrição no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h.
- Túnel Nove de Julho fecha sexta e domingo; veja os desviosA Rua Carlos Comenale terá uma alteração temporária no sentido de circulação entre a Rua Peixoto Gomide e a Praça Rodrigo Lefèvre. Agentes de trânsito acompanharão os bloqueios
- Prefeitura mantém multa de R$ 11,4 milhões à Enel por apagões em São PauloA distribuidora terá 15 dias para apresentar novo recurso administrativo. A decisão também prevê desconto de 30% na penalidade caso a empresa desista de contestá-la e cumpra as condições de pagamento
- Justiça mantém absolvição de 14 PMs da Rota por mortes em São PauloDesembargadores entenderam que havia versões conflitantes sustentadas pelas provas e que não cabia substituir a avaliação dos jurados
- Chuva persiste em São Paulo nesta sexta e temperaturas caemA combinação de um cavado meteorológico com a umidade do oceano prolonga a instabilidade no território paulista
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou hoje (25), em uma postagem no Twitter, que a Polícia Federal (PF) vai investigar integrantes de um grupo que teria planejado atear fogo em áreas de floresta entre os municípios de Altamira e Novo Progresso, sudoeste do Pará, no último dia 10 de agosto, data que chegou a ser batizada, por produtores rurais da região, como “dia do fogo”. O caso foi denunciado em uma reportagem da revista Globo Rural.
“Fui contatado hoje mesmo pelo PR @jairbolsonaro sobre o fato e solicitando apuração rigorosa. A Polícia Federal vai, com sua expertise, apurar o fato. Incêndios criminosos na Amazônia serão severamente punidos”, afirmou o ministro.
Segundo a matéria, mais de 70 pessoas, entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros combinaram, por meio de um grupo de WhatsApp, incendiar as margens da BR-163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao estado de Mato Grosso.
A reportagem também foi compartilhada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em que ele reforça a determinação do presidente Bolsonaro para uma “investigação rigorosa” e punição dos responsáveis pelos incêndios criminosos.
De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a apuração da PF deve se concentrar sobre o caso denunciado na matéria da revista Globo Rural.
MPF
Na última quinta-feira (23), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que está investigando o aumento de queimadas na mesma região, incluindo uma denúncia semelhante de incêndios criminosos. De acordo com o MPF, o procurador da República Paulo de Tarso Moreira Oliveira apura a convocação, divulgada em jornal de Novo Progresso, supostamente por fazendeiros, para um “dia do fogo”, em que os produtores rurais incendiariam grandes áreas de floresta. O dia previsto para a manifestação também seria 10 de agosto.
Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram aumento significativo de queimadas no dia 10 de agosto, com o registro de 124 focos de incêndio, aumento de 300% em relação ao dia anterior. No dia seguinte, foram registrados 203 focos. Em Altamira, os satélites detectaram 194 focos de queimada em 10 de agosto e 237 no dia seguinte, um aumento de 743% nas queimadas.
*com informações da Agência Brasil




