Novo Centro Administrativo de São Paulo pode gerar 38 mil empregos durante as obras
Projeto de R$ 6 bilhões nos Campos Elíseos prevê a construção de sete edifícios, transferência de órgãos estaduais e revitalização de espaços públicos; empregos ainda são estimativas

Foto: Governo de São Paulo
O Governo de São Paulo estima que a construção do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos, na região central da capital, poderá gerar aproximadamente 38 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras. O empreendimento prevê investimentos de cerca de R$ 6 bilhões e a transferência de aproximadamente 22 mil servidores públicos estaduais para um complexo que deverá ser concluído até 2031.
A projeção foi destacada pelo governo estadual nesta terça-feira (3) e considera os postos de trabalho que poderão ser criados durante a implantação do empreendimento, incluindo atividades ligadas à construção civil e à cadeia de fornecedores.
Os 38 mil empregos não representam vagas abertas neste momento. Trata-se de uma estimativa de geração de postos de trabalho ao longo dos próximos anos, condicionada ao andamento das obras e à contratação de empresas e profissionais responsáveis pela execução do projeto.
Além dos empregos previstos durante a construção, o governo estima a criação de aproximadamente 2,8 mil postos formais no comércio e no setor de serviços da região após a conclusão do complexo.
Como será o Novo Centro Administrativo de São Paulo
O projeto prevê a construção de sete edifícios, distribuídos em dez torres, na região dos Campos Elíseos, próximo ao Parque Princesa Isabel e à Estação da Luz.
O novo complexo deverá reunir o gabinete do governador, secretarias estaduais e outros órgãos públicos que atualmente funcionam em mais de 40 endereços da cidade.
A concentração das estruturas administrativas em um único local é apresentada pelo governo como uma forma de reduzir despesas operacionais e facilitar a integração entre diferentes áreas da administração pública.
O empreendimento também contará com espaços destinados a atividades culturais, comércio, serviços, auditórios e áreas de convivência.
Investimento de R$ 6 bilhões será feito por parceria público-privada
A implantação do Novo Centro Administrativo será realizada por meio de uma parceria público-privada (PPP), com contrato de concessão de 30 anos.
O leilão ocorreu em 26 de fevereiro de 2026, na B3, e foi vencido pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, responsável pela concessionária Novo Centro SP.
A proposta vencedora apresentou desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima, estabelecida em R$ 76,6 milhões.
O contrato foi assinado em 22 de outubro e prevê que a concessionária seja responsável pela implantação, operação e manutenção do complexo durante o período da concessão.
Os investimentos estimados em R$ 6 bilhões abrangem a execução do projeto e as intervenções previstas para a região central.
Projeto prevê novo terminal de ônibus e recuperação de imóveis históricos
Além dos edifícios administrativos, o projeto inclui intervenções urbanas nos Campos Elíseos e no entorno da Estação da Luz.
Entre as principais mudanças previstas estão a construção de um novo terminal de ônibus para substituir o Terminal Princesa Isabel, a restauração de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.
O complexo também deverá reservar aproximadamente 25 mil metros quadrados para atividades comerciais e de serviços.
Os edifícios foram projetados para atender a critérios de eficiência energética e sustentabilidade, com previsão de certificação ambiental LEED Gold.
Segundo o planejamento estadual, o novo terminal de ônibus deverá entrar em funcionamento antes da desativação do Terminal Princesa Isabel, para evitar a interrupção do atendimento aos passageiros.
Obras devem ser concluídas até 2031
O cronograma divulgado pelo governo prevê a implantação do empreendimento em etapas ao longo de aproximadamente cinco anos.
A fase inicial será dedicada ao desenvolvimento dos projetos, à obtenção de licenças e às providências necessárias para o início das intervenções.
Também estão previstas desapropriações e medidas de reassentamento relacionadas à implantação do complexo.
As primeiras entregas de edifícios e intervenções urbanas estão programadas para o quarto ano da concessão. A conclusão das demais estruturas é prevista para o quinto ano, com horizonte de entrega até 2031.
O cumprimento dos prazos dependerá do andamento do licenciamento, da liberação das áreas e da execução das obras.
Desapropriações preocupam moradores e comerciantes da região
Apesar das projeções de investimentos e geração de empregos, a construção do Novo Centro Administrativo também envolve impactos sobre imóveis residenciais e comerciais dos Campos Elíseos.
A estimativa preliminar apresentada pelo governo indica a possibilidade de desapropriação de aproximadamente 300 imóveis. O número de famílias afetadas ainda depende de levantamento detalhado.
Movimentos sociais e representantes de moradores manifestaram preocupação com a remoção de famílias e o deslocamento de atividades econômicas existentes na região.
O governo afirma que os processos de desapropriação e reassentamento serão acompanhados durante a implantação do projeto.
A execução dessas medidas será um dos pontos relevantes para avaliar os efeitos sociais da transformação prevista para o bairro.
Estimativa de postos diretos e indiretos durante as obras
Ainda não há inscrições anunciadas para essas vagas.
Os números representam projeções do governo, não contratações confirmadas.
Como se candidatar aos empregos previstos nas obras?
Até o momento, a projeção de 38 mil empregos não corresponde à abertura de um processo seletivo específico para contratação de trabalhadores.
O governo não apresentou, no comunicado sobre a estimativa de empregos, um calendário de inscrições, relação de cargos ou salários para as futuras contratações.
As oportunidades deverão depender das etapas de execução do empreendimento e das necessidades das empresas envolvidas.
Por isso, interessados em trabalhar nas obras devem acompanhar os comunicados oficiais da concessionária e dos órgãos estaduais responsáveis pelo projeto.
É importante diferenciar os empregos projetados dos postos efetivamente disponibilizados. A estimativa de 38 mil considera a geração de trabalho durante o ciclo de implantação, e não a contratação simultânea de 38 mil pessoas.
O mesmo vale para os 2,8 mil empregos formais previstos no comércio e nos serviços após a conclusão: são projeções de impacto econômico, e não vagas já disponíveis para candidatura.




