São Paulo

Terremoto no Afeganistão mata mais de 800 e destrói vilarejos inteiros

Tremor de magnitude 6,0 devastou áreas montanhosas e deixou quase 3 mil feridos

Um terremoto de magnitude 6,0 sacudiu o leste do Afeganistão na madrugada de segunda-feira (1º), deixando um rastro de destruição e tragédia em várias províncias. Ao menos 812 pessoas morreram, e quase 3.000 ficaram feridas, de acordo com relatos iniciais. Villarejos inteiros foram arrasados, particularmente nas províncias montanhosas de Kunar e Nangarhar, onde a maioria das vítimas estava concentrada. Moradores descrevem cenas apocalípticas: famílias soterradas sob escombros, abalos sentidos até em Islamabad e Cabul, e angústia generalizada em meio à falta de socorro emergencial.

Terremoto no Afeganistão mata mais de 800 e destrói vilarejos inteiros
ONU e agências humanitárias correm contra o tempo para enviar ajuda às áreas isoladas(Vatican News)

O tremor ocorreu em profundidade rasa, o que amplificou os estragos, principalmente em áreas onde as construções são frágeis — muitas feitas de barro e pedra. Em Kunar, onde a destruição foi mais severa, foram relatadas aldeias inteiras destruídas, com centenas de corpos ainda esperando para ser resgatados. Em Nangarhar, pelos menos 12 mortes e 255 feridos foram registradas em municípios como Darai Nur, enquanto Laghman e outras regiões registraram dezenas de vítimas.

A operação de resgate enfrenta enormes obstáculos logísticos: estradas bloqueadas por deslizamentos, acesso limitado às áreas remotas e falta de infraestrutura básica. Helicópteros fizeram evacuações emergenciais, transportando centenas de feridos para centros de atendimento, mas hospitais locais estão superlotados e sem recursos suficientes.

Organizações internacionais, como a ONU, governos vizinhos e agências humanitárias já iniciaram o envio de ajuda, com doações de alimentos, tendas e equipes médicas. Contudo, a magnitude do desastre, somada à instabilidade política e às restrições de acesso, agrava a crise humanitária — especialmente para mulheres e crianças, que enfrentam ainda mais dificuldades de assistência em regiões conservadoras.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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