Linha 13-Jade volta à gestão da Trivia após três meses
Concessionária também inicia retorno gradual às linhas 11-Coral e 12-Safira, sob supervisão da CPTM, após falhas e incêndio registrados em julho

Foto: CPTM – Divulgação
A concessionária Trivia Trens reassumiu integralmente a operação da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto nesta segunda-feira (26), após aproximadamente três meses de afastamento determinado pelo Governo de São Paulo. A empresa havia perdido temporariamente o controle dos serviços depois de falhas operacionais e de um incêndio em um trem, registrados em julho.
A retomada começou às 4h e foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A decisão ocorreu após um período de 20 dias de operação acompanhada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Com a mudança, a Trivia volta a responder diretamente pela circulação dos trens, manutenção, atendimento aos passageiros e operação das estações da Linha 13-Jade, que atende Guarulhos e oferece conexão com o Aeroporto Internacional de São Paulo.
O que muda para os passageiros da Linha 13-Jade?
A principal mudança é administrativa e operacional. Os trens já estavam circulando durante o período em que a CPTM assumiu temporariamente os serviços.
Segundo as informações divulgadas durante a transição, não foram previstas alterações nos horários, intervalos entre trens ou integrações em razão da retomada pela concessionária.
A Linha 13-Jade atende as estações Engenheiro Goulart, Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos. O serviço Expresso Aeroporto oferece ligação ferroviária entre a região central da capital e o aeroporto.
A concessionária passa novamente a ser responsável pela operação comercial desses serviços, enquanto a Artesp mantém a fiscalização contratual.
Por que a Trivia Trens foi afastada?
A Trivia assumiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho, após um período de transição com a CPTM.
Nos primeiros dias de operação, o sistema registrou problemas que afetaram a circulação dos trens.
Entre as ocorrências estavam uma falha no fornecimento de energia entre as estações Brás e Tatuapé e um princípio de incêndio em uma composição nas proximidades da estação Bresser-Mooca.
Durante o incidente, passageiros precisaram caminhar pelos trilhos.
Diante das falhas, a Artesp determinou, em 24 de julho, o afastamento cautelar da concessionária. A CPTM reassumiu temporariamente os serviços para garantir a continuidade do transporte ferroviário.
Concessionária passou por treinamentos e avaliações
Durante o afastamento, a Trivia precisou apresentar um plano de ação e cumprir exigências estabelecidas pela agência reguladora.
As medidas incluíram treinamentos de funcionários, revisão de procedimentos operacionais e reforço dos protocolos de segurança.
Também foram realizados exercícios para situações de emergência, como retirada de passageiros dos trens, falhas na rede elétrica e acionamento de transporte alternativo.
Em 6 de outubro, a concessionária iniciou uma etapa de atuação conjunta com a CPTM na Linha 13-Jade e no Expresso Aeroporto.
O acompanhamento terminou no domingo (25). Após avaliar o desempenho da empresa, a Artesp autorizou a retomada integral desses serviços.
Linhas 11-Coral e 12-Safira terão supervisão até novembro
A volta da Trivia às linhas 11-Coral e 12-Safira ocorrerá de forma gradual.
Desde segunda-feira (26), a concessionária participa novamente da operação dos dois ramais, mas sob supervisão presencial e em tempo integral da CPTM.
Essa etapa está prevista para continuar até 25 de novembro.
Durante o período, a estatal acompanhará as atividades operacionais, enquanto a Artesp avaliará o cumprimento dos critérios de segurança e desempenho.
A previsão é que a Trivia reassuma integralmente as duas linhas em 26 de novembro, quando terá início uma nova fase de operação assistida.
O cronograma depende do cumprimento das exigências estabelecidas pela agência reguladora.
Falhas e incêndio continuam sob investigação
Apesar da autorização para retomar os serviços, as ocorrências registradas em julho continuam sendo investigadas.
A Artesp mantém duas frentes de apuração.
A primeira é um processo sancionador que analisa a resposta operacional da concessionária aos problemas registrados.
A segunda é conduzida pela Comissão Permanente de Segurança (Copese), responsável por investigar as causas técnicas dos incidentes.
O Ministério Público de São Paulo também abriu um inquérito para apurar as falhas ocorridas após a transferência da operação ferroviária.
A retomada dos serviços pela concessionária não representa o encerramento dessas investigações.




