CNI: Medo de desemprego diminuiu em dezembro
Por Luciano Nascimento
- Manutenção de Alckmin na chapa de Lula é prioridade do PSB, afirma João CamposPresidente do PSB reforça apoio à permanência do vice-presidente na composição para 2026 e defende continuidade da aliança com o PT
- “É a primeira vez na história do Brasil que perseguimos magnatas da corrupção”, diz Lula sobre o caso MasterPresidente afirma que investigações contra grandes grupos financeiros marcam uma mudança histórica no combate à corrupção no país
- Policiais disfarçados de E.T. prendem vendedores de bebidas clandestinas em São PauloOperação inusitada no megabloco do Ibirapuera resulta em prisões e apreensões de produtos irregulares
- Lula repete termo criticado por Motta e diz que Congresso “sequestrou” Orçamento com emendasPresidente critica uso de emendas parlamentares e avaliação de perda de controle do Executivo sobre orçamento federal
- BRB propõe ao Banco Central empréstimos, fundo imobiliário e venda de carteiras para cobrir rombo do MasterBanco de Brasília apresentou plano ao BC para recompor capital após prejuízos bilionários ligados à compra de ativos do Banco Master
Pesquisa divulgada hoje (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que houve um recuo de 2,1 pontos no índice de medo de desemprego, na comparação entre os trimestres encerrados em setembro e dezembro de 2019. Com o recuo, em dezembro, o índice ficou em 56,1 pontos. Apesar da queda, permanece acima da média histórica de que é de 50,1 pontos.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro de 2019. O índice varia de zero a cem pontos. Quanto menor o indicador, menor é o medo do desemprego.
De acordo com a CNI, o resultado apurado em dezembro de 2019 também ficou acima do observado no mesmo mês de 2018, quando o índice foi de 55 pontos. Na variação ao longo do ano, o índice de medo de desemprego apresentou um aumento de 4,3 pontos no primeiro semestre de 2019. No segundo semestre, o indicador se recuperou e acumulou uma alta de 3,2 pontos até o fim do ano.
“O medo do desemprego permanece mais elevado entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo. Nessa faixa de renda, o indicador subiu 0,9 ponto em relação a setembro e atingiu 69,7 pontos em dezembro, muito acima dos 37,4 pontos verificados entre as pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos”, disse a CNI.
Mulheres
O medo do desemprego também é maior entre as mulheres. A diferença em relação aos homens alcançou, em dezembro, o maior patamar desde março de 2005. Isso ocorreu porque, entre as mulheres, o índice aumentou 0,6 ponto frente a setembro e passou para 63,2 pontos em dezembro. Entre eles, o indicador caiu 5 pontos e recuou para 48,5 pontos, mostra a pesquisa, que ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro de 2019.
Satisfação com a vida
O levantamento mostra ainda que os brasileiros estão menos satisfeitos com a vida. Em dezembro, a pesquisa apurou que o índice de satisfação com a vida caiu 0,7 ponto em relação a setembro e ficou em 68,3 pontos no mês passado. Ainda assim, o índice se encontra abaixo da média histórica, que é de 69,6 pontos.
Os brasileiros com maior renda familiar e maior nível de instrução apresentam maior satisfação com a vida. “Entre os com educação superior, o indicador alcançou 70,5 pontos, muito acima dos 65,3 pontos registrados entre aqueles que têm até a quarta série do ensino fundamental. Entre os que renda familiar superior a cinco salários mínimos, o índice ficou em 73,1 pontos em dezembro, 8,6 pontos acima dos 64,5 pontos registrados entre os que tem renda familiar de até um salário mínimo”, disse a CNI.







