São Paulo

Estudo: USP busca pacientes voluntários com Parkinson

Campos da USP em São Paulo. (Marcos Santos/USP Imagens)

Pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos da USP, em parceria com o Centro Universitário Central Paulista (Unicep) em São Carlos e a Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg, na Alemanha, reuniram esforços para tentar reduzir os efeitos da doença. Eles testaram um protocolo que diminui as dores musculares, a rigidez dos músculos e dos tremores desses pacientes, utilizando uma combinação simultânea de laser e de sucção dos músculos.

Entre os sintomas da doença de Parkinson estão tremores, lentidão dos movimentos, rigidez e atrofia muscular, dores e dificuldade para iniciar ou continuar determinados movimentos – como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira. É uma doença progressiva do sistema neurológico, ainda sem cura, que atinge principalmente os idosos.

Pelo sucesso alcançado nos testes preliminares, o grupo está convocando pacientes voluntários com Parkinson para se cadastrarem na Unidade de Terapia Fotodinâmica pelo telefone (16) 3509-1351. Com um maior número de voluntários, a técnica estará mais rapidamente disponível a quem precisa.

O fato mais notável do protocolo é que foi utilizado um equipamento desenvolvido pela própria equipe da USP há algum tempo, mas com outra função.

“Reutilizamos esse equipamento que estava – e está – dedicado à melhora da condição muscular e à estética, e os resultados foram impressionantes quando o aplicamos em doentes com Parkinson. Quase não deu para acreditar”, relata o pesquisador Antonio de Aquino Junior, coordenador da Unidade de Terapia Fotodinâmica, que funciona na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos.

Para o professor Vanderlei Bagnato, do IFSC, a surpresa também foi grande. “Estou muito surpreso com estes resultados preliminares e, se não visse, não iria acreditar. Todos os dez pacientes submetidos a este procedimento tiveram melhora significativa nas dores, bem como diminuição da rigidez muscular e dos tremores”.

Embora as células cerebrais que comandam a parte motora continuem a fazer estragos com a progressiva e inevitável perda de comando, o protocolo pode oferecer ao menos um conforto e bem-estar a esses pacientes, de forma que consigam executar atividades cotidianas.

O professor Vanderlei Bagnato salienta também que este protocolo não substitui a medicação que os pacientes têm que tomar.

*Conteúdo do Governo do Estado de São Paulo

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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