MPF pede para arquivar “inquérito das fake news”
Por Elaine Patricia Cruz
- Ato de Flávio Bolsonaro reúne 71,9 mil na Avenida Paulista, aponta levantamentoLevantamento da USP/Cebrap registrou pico de público às 12h20. O candidato discursou antes do debate com Lula, marcado para a noite deste domingo
- Obras do Metrô interditam vias nas zonas Norte e Sul de São PauloNa Vila Albertina, motoristas poderão usar a pista do Novo Terminal João Paulo. Na Vila Paulista, um guindaste ocupará parte das vias durante a madrugada
- Prefeitura de São Paulo cria protocolo para corridas de rua com socorro em até 3 minutos e regras contra calor extremoOrganizadores terão de apresentar um plano médico com 20 dias úteis de antecedência. As novas exigências entram em vigor em 12 de dezembro
- Frente fria afasta temporais e derruba temperaturas na Grande São PauloO avanço de uma massa de ar polar pelo litoral estabilizou o clima na região metropolitana, encerrando a sequência de tempestades severas e mantendo os termômetros abaixo dos 23°C com ventos úmidos vindos do mar
- Tarcísio anuncia revisão nos treinamentos e ações da PM de São Paulo após mortes em abordagensA medida atende a propostas da Ouvidoria das Polícias e visa priorizar o uso progressivo da força e técnicas de desescalada em ocorrências envolvendo pessoas em surto psiquiátrico
O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu hoje (06) o arquivamento de investigação sobre notícias falsas, calúnias e ameaças contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O processo teve origem em inquérito aberto pela Corte, que ficou conhecido como “inquérito das fake news”.
O caso trata da situação de um dos sete investigados por divulgação de mensagens em redes sociais, consideradas ofensivas ao STF e seus integrantes. O procedimento foi desmembrado e remetido à Justiça Federal em São Paulo pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, já que o alvo da investigação não tem prerrogativa de foro para ser processado e julgado pelo Supremo.
O pedido de arquivamento tem a mesma argumentação apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, quando se manifestou pelo processo principal, defendendo a nulidade da apuração após apontar vícios na condução e na forma como a investigação foi instaurada.
Para o MPF, a apuração viola os preceitos do sistema acusatório brasileiro pois “é inconcebível que um membro do Poder Judiciário acumule os papéis de vítima, investigador e julgador”. O MPF também questiona o fato de que o Supremo instaurou a investigação de ofício, por iniciativa própria, sem a atuação do Ministério Público, e a forma genérica como foi descrito o objeto da apuração.
“Observa-se que não só existiu o vício de origem e forma (investigação iniciada e presidida por membro do Poder Judiciário), como também a mácula da incompetência absoluta do Juízo, pois a investigada não é detentora de foro no STF, como determina a Constituição Federal”, destacou o Ministério Público Federal na manifestação sobre o caso. “Entende-se pelo arquivamento deste apuratório, eis que originado de investigação nula e, assim, desprovido da necessária prova de materialidade dos crimes que pretende investigar”, concluiu.
O inquérito principal foi aberto no dia 14 de março pelo o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar veiculação de notícias falsas, conhecidas como fake news, que atingem a honorabilidade e a segurança da Corte, seus membros e parentes. Toffoli defendeu que a decisão pela abertura do processo está amparada no regimento interno do STF. Procurado pela reportagem da Agência Brasil, o Supremo informou que o inquérito tramita em segredo de Justiça.




