Ghosn acusa Nissan de conluio com a Justiça do Japão

- Governo de SP passa a monitorar Rio Tietê e Pinheiros por satélite e inteligência artificialNova tecnologia acompanha cerca de mil quilômetros do rio e permite identificar focos de poluição em tempo real
- Quinta-feira será de sol, frio pela manhã e tempo seco na capital paulistaMassa de ar frio mantém temperaturas baixas no início do dia, mas sol favorece elevação gradual dos termômetros à tarde
- Menor suspeito de integrar gangue “quebra-vidros” é apreendido na Zona Sul de São PauloPolícia encontrou vídeos no celular do menor mostrando roubos e furtos praticados na região central da capital
- Rodízio em São Paulo: veículos com placas finais 5 e 6 não podem circular nesta quarta-feira (17)Restrição vale nos horários de pico e abrange todo o centro expandido da capital paulista
- Mortes no trânsito caem mais de 10% em São Paulo e atingem menor patamar do anoDados do Infosiga apontam redução de óbitos entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres em maio
Em entrevista hoje (8), a primeira desde que fugiu do Japão para o Líbano, o ex-presidente do grupo Renault-Nissan Carlos Ghosn, acusou a empresa de “conluio” com a Procuradoria japonesa. Ele disse que é vítima de “perseguição política”.
“O conluio entre a Nissan e os procuradores é em todos os níveis”, afirmou o ex-executivo.
Quando perguntei aos meus advogados, disse Ghosn, eles disseram temer que uma decisão sobre o caso demorasse cinco anos no Japão.
Na entrevista em Beirute, o ex-presidente da Nissan sustentou que, após sua prisão, a valorização da empresa baixou em mais de US$ 10 bilhões: “Eles perderam mais de US$ 40 milhões por dia durante esse período.
Segundo Ghosn, a situação não vai bem para a Renault, porque a valorização baixou, desde a sua detenção, em mais de 5 bilhões de euros, “o que significa 20 milhões de euros por dia”.
O ex-executivo reafirmou que não fugiu da Justiça, “mas sim da injustiça e da perseguição política” em solo japonês. Acrescentou que não lhe restou “outra opção” além da fuga do Japão, onde é acusado de desfalques financeiros, o que considera sem fundamento.
“Eu nunca devia ter sido preso”, disse o ex-número um da fábrica de automóveis. “Não estou acima da lei e vejo com bons olhos a oportunidade para saber a verdade e ter o nome limpo”.
Carlos Ghosn foi detido no Japão em novembro de 2018. Encontrava-se em liberdade, sob fiança, desde 25 de abril do ano passado, mas sujeito a restrições de movimento e comunicação e proibido de abandonar o país asiático. Ele deveria ter sido julgado no Japão no mês da fuga.
Com tripla nacionalidade – libanesa, francesa e brasileira -, o ex-gestor agradeceu às autoridades do Líbano por, nas suas palavras, “não terem perdido a fé”.
*Emissora pública de televisão de Portugal







