Dia do Vira-Lata: conheça as leis de São Paulo que reforçam a proteção aos animais
Estado aprovou normas que incentivam a adoção responsável, proíbem o acorrentamento permanente e reconhecem cães e gatos como seres sencientes
Mais do que uma data para homenagear cães sem raça definida, o Dia do Vira-Lata, celebrado nesta quinta-feira (31), também destaca os avanços conquistados na proteção animal em São Paulo. Nos últimos anos, o estado aprovou uma série de leis que ampliam os direitos de cães e gatos, estimulam a adoção responsável e reforçam o combate aos maus-tratos.

As medidas refletem uma mudança na forma como os animais de estimação são tratados pela legislação, reconhecendo seu papel cada vez mais presente nas famílias e estabelecendo regras voltadas ao bem-estar animal.
Do símbolo nacional ao reconhecimento oficial
Conhecido por sua pelagem dourada e presença marcante nas ruas e nas redes sociais, o Vira-Lata Caramelo deixou de ser apenas um ícone popular para ganhar reconhecimento oficial.
A Lei nº 18.389/2026 passou a considerá-lo uma expressão de relevante interesse cultural do Estado de São Paulo. A iniciativa busca valorizar os animais sem raça definida e incentivar a adoção, já que eles representam grande parte dos cães acolhidos por abrigos e organizações de proteção animal.
Correntes deixam de ser regra
Outra mudança importante ocorreu com a aprovação da chamada Lei do Fim das Correntes (Lei nº 18.184/2025).
A legislação determina que cães e gatos não podem permanecer presos de forma permanente. A contenção só é permitida em situações específicas, por período limitado e quando houver justificativa relacionada à segurança do animal ou das pessoas.
A proposta tem como objetivo evitar práticas que comprometam a saúde física e emocional dos animais.
Proteção baseada no bem-estar
A política estadual de proteção animal também avançou com a criação do Marco da Comercialização e Senciência Animal, instituído pela Lei nº 17.972/2024.
A norma reconhece que cães e gatos são seres sencientes, capazes de sentir dor, medo, alegria e sofrimento. A partir desse princípio, foram estabelecidas regras mais rígidas para a criação, comercialização e manejo desses animais, reforçando a responsabilidade de criadores, comerciantes e tutores.
Uma despedida ao lado da família
Outro avanço recente atende a uma demanda de muitos tutores. A Lei nº 18.397/2026 autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e campas pertencentes às suas famílias.
A medida reconhece o vínculo afetivo criado entre pessoas e animais de estimação e oferece uma alternativa para quem deseja prestar uma última homenagem aos pets junto aos familiares.
Adoção consciente continua sendo o principal desafio
Embora a legislação tenha avançado, especialistas e entidades de proteção animal destacam que o combate ao abandono depende também da conscientização da população.
A adoção responsável, a castração, os cuidados veterinários e o compromisso permanente com o animal continuam sendo fundamentais para reduzir o número de cães e gatos vivendo nas ruas ou aguardando por um lar em abrigos.
Neste Dia do Vira-Lata, além de celebrar um dos maiores símbolos da cultura brasileira, as leis paulistas reforçam que proteger os animais também significa promover respeito, responsabilidade e qualidade de vida.







