Política

Manutenção de Alckmin na chapa de Lula é prioridade do PSB, afirma João Campos

O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e prefeito do Recife, João Campos, declarou nesta terça-feira (10) que a manutenção de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma prioridade estratégica para a legenda na corrida eleitoral de 2026. Campos fez a afirmação após encontro com Lula no Palácio do Planalto, em Brasília, em uma sinalização explícita de que o PSB busca consolidar a aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) para a reeleição.

Manutenção de Alckmin na chapa de Lula é prioridade do PSB, afirma João Campos
Presidente do PSB reforça apoio à permanência do vice-presidente na composição para 2026 e defende continuidade da aliança com o PT(Ricardo Stuckert-PR)

Segundo o dirigente socialista, a conversa com Lula foi “política, reservada e importante”, com foco na reafirmação da parceria entre PT e PSB em nível nacional — incluindo eleições majoritárias e chapas proporcionais em várias regiões do país. Ele afirmou que o papel de Alckmin como vice-presidente é “muito importante” para a continuidade da coalizão e que essa posição já foi comunicada diretamente ao presidente.

João Campos também destacou a relação de confiança que, segundo ele, existe entre Lula e Alckmin, e afirmou que a definição final sobre a chapa cabe aos dois principais envolvidos, sem necessidade de intermediários partidários. “Não cabe um presidente de partido tratar dessa relação”, afirmou.

A defesa pública de Alckmin ocorre em meio a especulações de que o PT poderia estar considerando outras estratégias para o posto de vice, incluindo negociações com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e possíveis candidaturas estaduais — mas o PSB tem reiterado que a continuidade da atual composição política é, para a legenda, prioridade.

Geraldo Alckmin, que é vice-presidente pelo PSB desde 2022 e já foi adversário histórico de Lula, ocupa o cargo desde a vitória da chapa Lula-Alckmin naquela eleição. Sua permanência hoje representa não apenas um movimento político interno, mas uma tentativa de manter a chamada “frente ampla” que marcou o pleito anterior.

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