Agentes da CET de São Paulo estão em estado de greve e podem parar nesta quinta-feira (5)
Trabalhadores estão em estado de greve e cobram reajuste salarial e melhores condições de trabalho; audiência no TRT nesta quarta-feira (4) tenta evitar paralisação

Foto: Divulgação
Os trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo estão em estado de greve e podem iniciar uma paralisação a partir das 22h desta quinta-feira (5). A mobilização ocorre em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028 e pode afetar os serviços de operação e fiscalização do trânsito na capital paulista.
A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários), reivindica reajuste salarial, manutenção de direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho.
Uma audiência de mediação foi marcada para esta quarta-feira (4), às 16h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), na tentativa de encontrar uma solução para o impasse.
Até o momento, a greve não deve ser tratada como uma paralisação já iniciada. O movimento está anunciado para quinta-feira e sua realização dependerá dos desdobramentos das negociações.
Sindicato cobra reajuste salarial de 4,39%
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está a aplicação de um reajuste salarial mínimo de 4,39%, além da manutenção das cláusulas previstas no acordo coletivo vigente.
O Sindviários também pede que a companhia analise reivindicações que, segundo a entidade, não representam impacto financeiro direto para a empresa.
A campanha salarial envolve ainda questões relacionadas às condições de trabalho e à estrutura operacional da CET.
De acordo com o sindicato, a companhia enfrenta problemas como insuficiência de funcionários, sobrecarga das equipes e dificuldades na execução de atividades relacionadas à operação do trânsito.
A entidade afirma que essas condições afetam os trabalhadores e podem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.
Audiência no TRT tenta evitar paralisação
A audiência de mediação foi agendada para as 16h desta quarta-feira (4), na sede do TRT-2, localizada na Rua da Consolação, nº 1.272, na região central de São Paulo.
O encontro reúne representantes da CET e do Sindviários para discutir alternativas que permitam avançar nas negociações do acordo coletivo.
Segundo o sindicato, caso a empresa apresente uma proposta que contemple reajuste mínimo de 4,39%, manutenção dos direitos e análise das reivindicações sem impacto financeiro direto, poderá ser convocada uma assembleia na quinta-feira (5).
Nessa eventual reunião, os trabalhadores deverão avaliar a proposta e decidir os próximos passos da mobilização.
Caso não haja entendimento, permanece a possibilidade de início da greve às 22h de quinta-feira.
O procedimento de mediação está submetido a regras de confidencialidade determinadas pelo Tribunal, o que pode limitar a divulgação de detalhes das conversas.
Sindicato pede participação da Secretaria da Fazenda
Outro ponto de discussão envolve a Junta Orçamentário-Financeira (JOF) da Prefeitura de São Paulo.
Segundo o Sindviários, a direção da CET tem atribuído a restrições orçamentárias relacionadas à junta parte das dificuldades para atender às reivindicações apresentadas pela categoria.
Diante disso, o sindicato solicitou a participação do secretário municipal da Fazenda, Luis Felipe Vidal Arellano, que também preside o Conselho de Administração da CET.
O TRT-2 determinou que o secretário fosse cientificado sobre a audiência de mediação.
A intenção da entidade sindical é discutir os limites orçamentários apontados durante a negociação e buscar alternativas para um possível acordo.
Greve da CET pode afetar o trânsito de São Paulo?
Uma eventual paralisação dos agentes da CET poderá provocar impactos na operação do trânsito da capital, especialmente nas atividades de monitoramento das vias, orientação de motoristas e atendimento a ocorrências.
A companhia também atua na organização do tráfego durante eventos, obras e situações que exigem intervenções operacionais.
Entretanto, a extensão dos possíveis impactos ainda não pode ser determinada, pois dependerá da adesão dos trabalhadores, da duração da paralisação e de eventuais medidas para manutenção dos serviços.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação de interrupção generalizada das atividades da CET em decorrência da mobilização.
Motoristas devem acompanhar os comunicados oficiais para verificar possíveis alterações nos serviços e nas condições de circulação.
O que significa estar em estado de greve?
O estado de greve é uma condição de mobilização adotada pelos trabalhadores para indicar que a categoria poderá interromper suas atividades caso as negociações não avancem.
Estar em estado de greve não significa que os funcionários já estejam paralisados.
No caso da CET, o movimento está relacionado às negociações do acordo coletivo e à possibilidade de paralisação a partir da noite de quinta-feira (5).
A audiência de mediação desta quarta-feira é uma etapa importante para definir se haverá uma nova proposta e se a categoria manterá a decisão de interromper as atividades.
A situação poderá ser atualizada após a divulgação dos encaminhamentos oficiais da negociação.




