São Paulo

APqC fala em “negligência” do Estado com a pesquisa sobre dengue

Estado decretou emergência para dengue nesta quarta-feira (19)

O anúncio de emergência para dengue, decretado pelo Governo de São Paulo, hoje (19), fez a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgar nota chamando a atenção para a estrutura de pesquisa sobre a doença no Estado. Segundo a entidade, o decreto “evidencia a gravidade do quadro epidemiológico, que piora a cada ano, ao mesmo tempo em que reforça a negligência do atual governo com a estrutura de pesquisa pública para o controle de endemias”.

A APqC lembra que tem, “insistentemente, denunciado a precarização de mais de dez laboratórios de pesquisa da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), além da falta de insumos e de pesquisadores. O problema se arrasta desde 2020, quando a lei 17.293/2020 encaminhada à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo então governador João Doria e aprovada pelos deputados paulistas extinguiu a Sucen, instituição responsável por monitorar, analisar e coordenar junto aos municípios do Estado ações de controle de doenças endêmicas, como dengue, zika, febre amarela, chagas, dentre outras”, afirma.

A associação chama a extinção da Sucen de “desastrosa e irresponsável, tanto do Governo da época quanto dos deputados, que validaram a medida”, e reforça que a medida precarizou a estrutura de saúde. “Desde a aprovação da lei, servidores que atuam na pesquisa foram deslocados para o Instituto Pasteur, enquanto a área de vigilância, que deveria atuar em complemento à pesquisa, foi para o Centro de Controle de Doenças (CCD). Essa medida compromete a eficiência do trabalho”, reforça.  

A associação também explica que o Instituto Pasteur depende de uma mudança administrativa promovida pelo Estado para abrigar a estrutura de pesquisa da Sucen. “O quadro gravíssimo da pesquisa no controle de endemias também já foi comunicado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) diversas vezes”, pontua.  

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