Covid-19: Brasil tem 433 casos suspeitos; SP tem 163
O Brasil tem, atualmente, 433 casos suspeitos de coronavírus. O número de casos confirmados continua sendo dois, ambos em São Paulo. Todas as regiões do país têm casos suspeitos, sendo São Paulo o estado com o maior número de casos suspeitos, com 163. Até o momento, são 162 casos descartados, sendo que a maioria tinha Influenza A e Influenza B.
Ontem eram 252 casos suspeitos. O aumento do número de suspeitos tem relação com a mudança de metodologia do Ministério da Saúde para considerar um paciente suspeito. Desde o final de fevereiro, o ministério decidiu não fazer reanálise dos casos notificados como suspeitos pelas secretarias estaduais de saúde. Assim, a avaliação local é considerada pelo governo federal.
Fase de contenção
- São Paulo terá terça-feira de sol e calor de 29°C, mas chuva pode voltar à tarde
A brisa marítima deve favorecer instabilidades no fim da tarde; a quarta-feira poderá ter temporais e rajadas de vento - Polícia Militar apreende mais de 660 quilos de folhas de coca em ônibus que seguia para SP
A carga estava em 27 malas no bagageiro de um coletivo com 37 passageiros; um homem boliviano foi preso - Rodízio em São Paulo nesta terça-feira: placas 3 e 4 têm restrição
Veículos com placas finais 3 e 4 têm restrição no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h.
Os estados continuam sendo capacitados pelo ministério para fazer as notificações corretamente, mas, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, metade das notificações dos estados não se encaixa na definição de casos de Covid-19. Atualmente, o Brasil se encontra na fase de contenção da doença.
“Estamos no nível 3, na fase de contenção, onde o nosso objetivo é evitar a dispersão [do vírus]. Obviamente, entendendo que há uma transição que se inicia para uma fase de mitigação, onde vamos trabalhar para evitar casos graves e óbitos”, disse Wanderson de Oliveira.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, considerou precipitada a decisão de escolas suspenderem as aulas se não houver nenhum caso suspeito dentro da instituição. “As escolas não se embasam em nenhum critério técnico. Imagino que elas tenham reunião de pais e o princípio da autoridade parental prevalece. Mas, do ponto de vista de saúde pública, se uma pessoa não chega de um local, não tem febre, não tem coriza, não tem nenhum sinal, ela não tem porque ser retida”.
Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil




