Heliópolis: Homem morre em ação semelhante a Paraisópolis
Por Letycia Bond
- Sobe para cinco o número de mortos em desabamento na Penha, Zona Leste de SPBombeiros encontraram mais três corpos nos escombros na noite deste sábado (12); uma pessoa continuava desaparecida
- Datafolha: quatro candidatos empatam na disputa pelo Senado em SPMarina Silva e Simone Tebet têm 13%, André do Prado aparece com 11% e Guilherme Derrite registra 10%; quatro estão em empate técnico
- Dois homens desaparecem após serem arrastados por correnteza em JandiraHomens de 32 e 33 anos foram levados pela força da água durante a madrugada; Bombeiros fazem buscas na Grande São Paulo
- Palmeiras vence São Paulo por 2 a 0 e assume liderança do BrasileirãoMurilo e Vitor Roque marcaram na vitória por 2 a 0; Verdão chegou aos 56 pontos e assumiu provisoriamente a ponta do Brasileirão
- Datafolha: Tarcísio tem 49% contra 29% de Haddad em São PauloGovernador lidera disputa em São Paulo com 49% contra 29% de Fernando Haddad e chega a 56% dos votos válidos
Um homem, de 34 anos de idade, foi morto no último domingo (1º), em Heliópolis, em operação semelhante à realizada em Paraisópolis, em que nove jovens morreram pisoteados durante uma ação da Polícia Militar de São Paulo.
A PM sustenta que o homem fugiu após ser abordado pelos agentes destacados para a missão na comunidade, localizada na zona sul da cidade, a cerca de 20 quilômetros de Paraisópolis. A versão é de que um confronto se iniciou após ele abrir fogo. A ocorrência foi registrada na Rua Pacificador.
Em nota, a corporação informou que mobilizou, naquele final de semana, equipes para comparecer a bailes funk em 251 pontos distribuídos por toda a capital, no que chamou de Operação Pancadão. A PM disse que garantiu “a tranquilidade pública e paz social dos moradores da região” e que “na grande maioria dos pontos a operação foi um sucesso com a ocupação pacífica”.
“Em outros [pontos], os organizadores migraram o evento para local diverso do pré-agendado surpreendendo os moradores, causando transtorno dos mais diversos, principalmente do sossego e cerceando a liberdade de ir e vir”, acrescenta a PM no comunicado.
Vídeos
Desde a noite desta terça-feira (3), circularam nas redes sociais vídeos denunciando abusos cometidos por policiais militares em operações. Em um deles, que teria sido gravado em Paraisópolis, a câmera foca diversos agentes fardados e ao fundo escuta-se o som do que parecem ser disparos de armas de fogo, e um grito ameaçando os presentes: “Vai morrer! Vai morrer todo mundo!”.
Em outro vídeo veiculado na internet, um policial aparece agredindo jovens que saem de um local, com um cassetete. Ele dá risadas, enquanto os jovens passam com as mãos para o alto, depois de serem encurralados em uma viela.
Na manhã desta segunda-feira (2), o governador do estado, João Doria disse que não está em seus planos modificar os procedimentos da abordagem policial. “Os procedimentos, a atitude e o comportamento da Polícia Militar, ou seja, o programa de segurança pública do governo do estado de São Paulo não vai mudar”, afirmou.
Ontem (3), o Ministério Público de São Paulo anunciou que investigará as ocorrências, para averiguar se houve violência policial na operação. Além da investigação dos procuradores, a ação policial em Paraisópolis é alvo de mais duas apurações, uma tramita na Corregedoria da Polícia e a outra no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Até o momento, a pasta não respondeu à reportagem.







