Defesa de sequestrador de Olivetto pede habeas corpus no STF
Por Alex Rodrigues
- Sobe para cinco o número de mortos em desabamento na Penha, Zona Leste de SPBombeiros encontraram mais três corpos nos escombros na noite deste sábado (12); uma pessoa continuava desaparecida
- Datafolha: quatro candidatos empatam na disputa pelo Senado em SPMarina Silva e Simone Tebet têm 13%, André do Prado aparece com 11% e Guilherme Derrite registra 10%; quatro estão em empate técnico
- Dois homens desaparecem após serem arrastados por correnteza em JandiraHomens de 32 e 33 anos foram levados pela força da água durante a madrugada; Bombeiros fazem buscas na Grande São Paulo
- Palmeiras vence São Paulo por 2 a 0 e assume liderança do BrasileirãoMurilo e Vitor Roque marcaram na vitória por 2 a 0; Verdão chegou aos 56 pontos e assumiu provisoriamente a ponta do Brasileirão
- Datafolha: Tarcísio tem 49% contra 29% de Haddad em São PauloGovernador lidera disputa em São Paulo com 49% contra 29% de Fernando Haddad e chega a 56% dos votos válidos
A defesa do chileno Maurício Hernandez Norambuena protocolou hoje (19) no Supremo Tribunal Federal pedido de habeas corpus contra possível extradição do preso para o Chile. O pedido será apreciado pelo ministro Celso de Mello, relator do processo que, em 2004, autorizou a extradição de Norambuena.
O chileno foi condenado pela Justiça de São Paulo a 30 anos de prisão por participação no sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001. Em seu país, Norambuena foi condenado à prisão perpétua por ter participado do assassinato do senador Jaime Guzmán, em abril de 1991, e do sequestro de Cristián Del Rio, filho do dono do jornal El Mercúrio, em setembro de 1991. Em seu julgamento, foi acusado e condenado pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e extorsão mediante sequestro.
A hipótese de extradição de Norambuena vem sendo discutida desde agosto de 2002, quando o governo chileno apresentou um pedido formal ao Brasil, valendo-se do acordo de extradição de presos assinado pelos dois países.
Em agosto de 2004, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição do sequestrador com algumas ressalvas a serem cumpridas pelo governo chileno. Entre elas, o compromisso de substituir as duas penas de prisão perpétua às quais Norambuena foi condenado em seu país pela pena de no máximo 30 anos. Os ministros determinaram a substituição da pena porque a Constituição Brasileira não permite prisão perpétua para o crime de sequestro.
Hoje, à Agência Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o governo chileno se comprometeu a não submeter Norambuena a penas não previstas na Constituição brasileira.







