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São Paulo

Rio registra a temperatura mais alta do ano e enfrenta onda de calor

Cidade carioca bate recordes de calor com máximas chegando a 44 °C, em meio a forte massa de ar quente e avisos meteorológicos

O Rio de Janeiro voltou aos holofotes climáticos ao registrar a temperatura mais alta do ano, com termômetros marcando até 44 °C em algumas regiões da cidade — um índice que não era observado há mais de uma década, segundo medições do sistema Alerta Rio e informações meteorológicas divulgadas pelos órgãos oficiais.

Rio registra a temperatura mais alta do ano e enfrenta onda de calor
Cidade carioca bate recordes de calor com máximas chegando a 44 °C, em meio a forte massa de ar quente e avisos meteorológicos(Tânia Rêgo – Agência Brasil)

A forte massa de ar quente que se estabeleceu sobre a região provocou um pico de calor incomum para o período, elevando a máxima bem acima das médias históricas esperadas para esta época do ano. A marca de 44 °C, registrada no bairro de Guaratiba, na zona oeste, representa o ponto mais alto observado recentemente entre as estações urbanas monitoradas pela prefeitura carioca.

Calor intenso e sensação térmica elevada

Apesar de a temperatura real ter ficado em torno de 44 °C, a sensação térmica pode ter sido ainda maior em função da umidade relativa do ar, característica da metrópole litorânea. Em eventos anteriores, o índice de calor — que combina temperatura e umidade — já chegou a ultrapassar os **60 °C em registros extremos, um fenômeno que agrava ainda mais os efeitos do calor sobre a saúde e o bem‑estar da população.

O verão na cidade é tradicionalmente quente, mas a intensidade observada nas últimas semanas tem superado as expectativas dos meteorologistas, levando a alertas de calor severo nos serviços de saúde e nos sistemas de monitoramento climático do município. Especialistas também apontam que a tendência de máximas elevadas está alinhada a padrões de ondas de calor mais frequentes, associados às mudanças climáticas globais.

Impactos na vida cotidiana

O calor extremo tem sido sentido em diversos bairros e afetado a rotina dos moradores, especialmente aqueles que trabalham ao ar livre ou dependem de transporte público sem ar‑condicionado. Caminhadas em horários de pico, atividades físicas ao ar livre e permanência prolongada sob o sol passaram a representar riscos maiores, levando autoridades a recomendarem cuidados redobrados com hidratação e exposição solar.

Serviços públicos também alertaram para a possibilidade de aumento na demanda por atendimentos relacionados a problemas de saúde associados ao calor, como desidratação, cansaço extremo e agravamento de doenças crônicas.

Previsão e orientação

As projeções climáticas indicam que as temperaturas elevadas poderão persistir em alguns dias, especialmente durante as tardes. Órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o próprio Alerta Rio orientam a população a acompanhar boletins e avisos emitidos pelas plataformas oficiais, além de reduzir atividades ao ar livre nos horários de maior calor e buscar ambientes ventilados ou climatizados sempre que possível.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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