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Política

Lula defende parceria militar e cooperação econômica com África do Sul

Presidente brasileiro propõe união entre os dois países para fortalecer a indústria de defesa e explorar minerais estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que Brasil e África do Sul podem ampliar a cooperação na área de defesa, com foco na produção conjunta de equipamentos militares voltados à autodefesa.

Lula defende parceria militar e cooperao econmica com frica do Sul
Lula defende parceria militar e econômica entre Brasil e África do Sul(Fabio Rodrigues-Pozzebom – Agência Brasil)

A declaração foi feita durante encontro com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. Segundo Lula, os dois países devem buscar maior autonomia estratégica e reduzir a dependência da compra de armamentos no mercado internacional.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, afirmou o presidente brasileiro.

Cooperação para fortalecer indústria de defesa

Durante a reunião, Lula defendeu que países do chamado Sul Global desenvolvam parcerias estratégicas para fortalecer suas indústrias e ampliar a capacidade de produção tecnológica.

Para o presidente, Brasil e África do Sul possuem potencial industrial e tecnológico que poderia ser utilizado para criar um mercado relevante no setor de defesa.

Ele também criticou a dependência internacional na compra de equipamentos militares.

“Não precisamos ficar comprando dos ‘senhores das armas’. Podemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, declarou.

América do Sul como região de paz

Apesar de defender investimentos em defesa, Lula destacou que a América do Sul é historicamente uma região pacífica, sem armamentos nucleares.

Segundo ele, muitas tecnologias desenvolvidas no continente têm aplicações civis, como no setor agrícola, científico e tecnológico.

Conflito no Oriente Médio preocupa governo brasileiro

Durante a declaração conjunta à imprensa, Lula também comentou a escalada do conflito no Oriente Médio e afirmou que a situação representa uma ameaça à estabilidade internacional.

O presidente demonstrou preocupação com os impactos econômicos da guerra, especialmente sobre o mercado global de energia, destacando que o preço do petróleo já vem registrando alta.

Ele também ressaltou os efeitos humanitários do conflito, afirmando que guerras costumam atingir de forma mais severa mulheres e crianças.

Exploração de minerais estratégicos

Outro tema abordado no encontro foi o potencial brasileiro para exploração de minerais considerados essenciais para a transição energética e digital, conhecidos como minerais críticos ou terras raras.

Lula afirmou que o país pretende evitar repetir o modelo histórico de exportação de matérias-primas sem agregação de valor industrial.

“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras o que foi feito com o minério de ferro”, disse.

Segundo o presidente, a ideia é fortalecer cadeias produtivas internas e parcerias internacionais, aproveitando o potencial mineral de Brasil e África do Sul para gerar desenvolvimento econômico.

Agenda internacional e defesa da democracia

Lula também anunciou que participará, em abril, de um encontro internacional em Barcelona a convite do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. O evento será dedicado ao debate sobre defesa da democracia, regulação do ambiente digital e inteligência artificial.

Ao final da declaração, o presidente ressaltou que Brasil e África do Sul compartilham a visão de que os países do Sul Global devem ter maior participação nas decisões internacionais.

A visita de Ramaphosa ao Brasil inclui reuniões bilaterais e compromissos oficiais até esta terça-feira (10), com foco na ampliação da cooperação econômica, tecnológica e diplomática entre os dois países.

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Lula propõe cooperação estratégica entre Brasil e África do Sul em defesa e mineração

Subtítulo: Durante encontro em Brasília, presidente brasileiro defende maior autonomia tecnológica e econômica entre países do Sul Global.

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Meta tags: Lula, África do Sul, cooperação internacional, defesa, minerais críticos, política externa brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que Brasil e África do Sul podem ampliar a cooperação em áreas estratégicas, incluindo defesa, mineração e tecnologia. A declaração ocorreu durante encontro com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa no Palácio do Planalto.

Durante a reunião, os dois países assinaram acordos de cooperação em setores como turismo, comércio e indústria. Para Lula, a parceria pode fortalecer a autonomia de nações do chamado Sul Global, reduzindo a dependência de produtos e tecnologias importadas.

Defesa e produção tecnológica

Lula destacou que Brasil e África do Sul possuem capacidades industriais e científicas que podem ser integradas para desenvolver projetos conjuntos na área de defesa. Segundo ele, essa cooperação permitiria ampliar a capacidade de proteção dos dois países sem depender exclusivamente da compra de equipamentos estrangeiros.

O presidente afirmou que a união de recursos e conhecimento pode abrir espaço para a criação de novos projetos tecnológicos e industriais voltados à segurança e à inovação.

Apesar da defesa do fortalecimento do setor, Lula ressaltou que a América do Sul mantém uma tradição de resolução pacífica de conflitos e que muitos avanços tecnológicos da região têm aplicação civil, especialmente em áreas como agricultura, ciência e desenvolvimento tecnológico.

Impactos da crise internacional

Durante o encontro, o presidente brasileiro também comentou o cenário internacional e demonstrou preocupação com a escalada de conflitos no Oriente Médio. Segundo Lula, crises militares costumam provocar efeitos econômicos globais, especialmente no mercado de energia.

Ele destacou que a instabilidade internacional já pressiona o preço do petróleo e pode afetar cadeias produtivas e de abastecimento em diferentes países.

O presidente também chamou atenção para os impactos humanitários provocados por guerras, que atingem com maior intensidade populações civis.

Potencial mineral e transição energética

Outro tema central da conversa foi o papel dos minerais estratégicos na economia global. Lula destacou que o Brasil possui grande potencial na exploração de recursos considerados essenciais para tecnologias ligadas à transição energética e à digitalização da economia.

O presidente afirmou que o país pretende evitar repetir modelos antigos de exploração em que matérias-primas eram exportadas sem agregação de valor industrial.

Segundo ele, o objetivo é fortalecer cadeias produtivas e ampliar o desenvolvimento tecnológico a partir desses recursos naturais.

Agenda internacional e democracia

Ao comentar sua agenda internacional, Lula confirmou que participará de um encontro sobre democracia e governança digital em Barcelona, a convite do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez.

O evento discutirá temas como regulação de plataformas digitais, inteligência artificial e combate à desinformação, além de estratégias de cooperação internacional para fortalecer instituições democráticas.

Cooperação entre países do Sul Global

Ao final do encontro, Lula ressaltou que Brasil e África do Sul compartilham a visão de que países em desenvolvimento devem ter maior participação nas decisões globais.

Para o presidente brasileiro, a ampliação de parcerias econômicas, tecnológicas e diplomáticas entre essas nações pode contribuir para um cenário internacional mais equilibrado e cooperativo.

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