Após incêndio, sítio arqueológico está fora de perigo
Por Pryscila Margarido (IDEFLOR-BIO) , da Agência Pará

- São Paulo registra sequência de corpos encontrados; polícia investiga mortesO caso mais recente ocorreu no Rio Pequeno, onde um homem foi localizado com mãos e pés amarrados
- Quem não pode circular hoje? Rodízio atinge placas 9 e 0 em São PauloVeículos com placas finais 9 e 0 têm restrição no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h.
- Túnel Nove de Julho fecha sexta e domingo; veja os desviosA Rua Carlos Comenale terá uma alteração temporária no sentido de circulação entre a Rua Peixoto Gomide e a Praça Rodrigo Lefèvre. Agentes de trânsito acompanharão os bloqueios
- Prefeitura mantém multa de R$ 11,4 milhões à Enel por apagões em São PauloA distribuidora terá 15 dias para apresentar novo recurso administrativo. A decisão também prevê desconto de 30% na penalidade caso a empresa desista de contestá-la e cumpra as condições de pagamento
- Justiça mantém absolvição de 14 PMs da Rota por mortes em São PauloDesembargadores entenderam que havia versões conflitantes sustentadas pelas provas e que não cabia substituir a avaliação dos jurados
Os principais focos de incêndio no sítio arqueológico Serra da Lua, no município de Monte Alegre, oeste paraense, estão controlados. Segundo o 4º Grupamento de Bombeiros Militares de Santarém, uma chuva que caiu no Parque Estadual de Monte Alegre (Pema), por volta das 4h desta segunda-feira (7), e durou cerca de uma hora e meia, contribuiu significativamente para a contenção do fogo. A situação de controle foi confirmada por imagens capturadas por drones feitas pelos militares.
As duas equipes do Corpo de Bombeiros e demais integrantes da força-tarefa estiveram na região por volta de 5h30 desta segunda e não encontraram mais sinais de fumaça. “A área continua sendo monitorada para sanar qualquer dúvida, assim como o trabalho preventivo que é feito aqui”, disse o tenente-coronel Tito Azevedo, comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militares de Santarém.
A equipe técnica do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), responsável pela gestão da Unidade de Conservação (UC), continua trabalhando no combate e prevenção das queimadas na área de abrangência do Parque – que abriga 15 sítios arqueológicos e a estrutura do centro de acolhimento para receber os visitantes. Ações de educação ambiental também estão sendo promovidas com as comunidades que residem dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, onde o Pema está inserido.
A visitação no Parque continua suspensa temporariamente.
Histórico
O Parque Estadual Monte Alegre (Pema) é classificado na categoria de Proteção Integral. É a primeira Unidade de Conservação criada com a participação da sociedade local, por meio da Lei Estadual n° 6.412, de 9 de novembro de 2001. Está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, no município de Monte Alegre, no oeste paraense, distante cerca de 3h30 de Santarém, em percurso feito por balsa.
A Unidade de Conservação foi criada para preservar os ecossistemas naturais de grande relevância ecológica. Isso possibilita a realização de pesquisas científicas e de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação e contato com a natureza, e de turismo ecológico. O Plano de Manejo do Pema, principal instrumento de gestão, foi entregue e aprovado em 22 de novembro de 2010, por meio da Portaria nº 3.553.
A região de Monte Alegre sempre foi conhecida, em termos arqueológicos, pelas pinturas rupestres existentes no conjunto de serras. Já foram cadastrados 26 sítios arqueológicos, dos quais 15 estão dentro dos limites do Pema, e todos apresentam pinturas rupestres. Essa riqueza arqueológica tornou-se mundialmente conhecida a partir de 1848, quando o naturalista inglês Alfred Wallace percorreu a região e visitou os vários locais onde está esse patrimônio histórico.




