Polícia pede prisão de motorista que atropelou e matou idoso na 23 de Maio
Polícia Civil pediu a prisão preventiva de motorista indiciado por homicídio doloso após morte de Carlos Boulos, de 80 anos

Foto: Reprodução – Tv Globo
A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva do motorista investigado pela morte do dentista Carlos Boulos, de 80 anos. A vítima morreu nesta terça-feira (6), três dias após ser atropelada durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio.
O motorista, identificado como Amilton Jusselino Rodrigues, foi indiciado por homicídio doloso. O pedido de prisão preventiva foi encaminhado à Justiça, que deverá decidir se ele permanecerá em liberdade durante a investigação.
Amilton havia se apresentado à Polícia Civil na segunda-feira (5), acompanhado de advogado. Ele prestou depoimento e foi liberado.
Com a morte de Carlos, a ocorrência, inicialmente investigada como tentativa de homicídio, passou a ser tratada como homicídio consumado.
Polícia pede prisão preventiva do motorista
Após a confirmação da morte da vítima e o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do motorista.
Até a última atualização desta reportagem, não havia decisão da Justiça sobre o pedido.
O indiciamento não representa uma condenação. A investigação ainda deverá ser concluída e encaminhada ao Poder Judiciário.
O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial, na Aclimação.
Carlos Boulos morreu três dias após atropelamento
Carlos estava internado desde sábado (3), quando foi atropelado na Avenida 23 de Maio após um desentendimento no trânsito.
O dentista dirigia uma Toyota Hilux e se envolveu em uma discussão com o motorista de um Fiat Palio.
Segundo informações registradas na ocorrência, Carlos desceu da caminhonete e caminhou em direção ao outro veículo.
Imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que o Palio se movimenta e atinge o idoso. Carlos cai no asfalto após ser atingido.
O motorista deixou o local depois do atropelamento.
Carlos foi socorrido e permaneceu internado em estado grave. A morte encefálica foi confirmada nesta terça-feira.
Motorista se apresentou e prestou depoimento
Após ser identificado pela investigação, Amilton compareceu à Polícia Civil na segunda-feira, acompanhado de advogado.
Ele prestou depoimento e foi liberado. O veículo envolvido no atropelamento também passou por perícia.
Nesta terça-feira, após a confirmação da morte de Carlos, o motorista foi indiciado por homicídio doloso e a Polícia Civil pediu sua prisão preventiva.
O pedido ainda depende de decisão judicial.
Defesa nega intenção de atropelar idoso
A defesa do motorista afirma que ele não teve intenção de atropelar Carlos.
Segundo os advogados, Amilton estava acompanhado da mulher e dos filhos e teria tentado deixar o local por acreditar que sua família estava sendo ameaçada durante o desentendimento.
A defesa sustenta que Carlos teria buzinado, utilizado farol alto e adotado comportamento agressivo antes de descer da caminhonete.
Os advogados afirmam ainda que o motorista tentou aproveitar uma passagem para deixar o local e que a dinâmica completa deverá ser esclarecida pela perícia, pelas imagens e pelos demais elementos da investigação.
A versão apresentada pela defesa será confrontada com as demais provas reunidas pela Polícia Civil.
Investigação passou de tentativa para homicídio consumado
Quando o atropelamento ocorreu, o caso era investigado como tentativa de homicídio.
Após a morte de Carlos, a natureza da ocorrência foi alterada para homicídio consumado.
A Polícia Civil indiciou o motorista por homicídio doloso e trabalha para concluir o inquérito.
Carlos Boulos era dentista e tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
Não há indicação de motivação política para o crime. O caso é investigado a partir do desentendimento ocorrido no trânsito.




