Mãe é presa por torturar filho de 9 meses
Por Douglas Corrêa
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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nessa sexta-feira (10), Edilaine de Araújo Assis, 19 anos, Naiara de Lima Silva, 24 anos, e Wanderson Felipe Fernandes da Silva, 22 anos, moradores da comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, pelo crime de tortura, considerado hediondo, por terem colaborado para as torturas praticadas contra um bebê de apenas 9 meses de idade, que foi internado em estado gravíssimo na noite de quinta-feira (8). O menino está no Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul da cidade, onde passou por cirurgia, devido a traumatismo craniano. Antes, a vítima deu entrada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas devido à gravidade dos ferimentos foi transferida de unidade.
O fato ganhou ampla divulgação e causou comoção, principalmente por ter sido divulgado que o bebê deu entrada no hospital apresentando muitas equimoses, hematomas, sinais semelhantes a queimaduras de cigarro, além de traumatismo craniano, e que estaria em estado gravíssimo no Centro de Tratamento Intensivo.
Antes, a mãe do bebê disse que o filho caía muito da cama, o que teria provocado os ferimentos e hematomas. Os policiais foram à casa onde ela morava e constataram que todos dormiam em colchões no chão e que a residência não tinha cama.

Durante o interrogatório e as diligências feitas pelos policiais da 22ª delegacia (Penha), Edilaine confessou diversas agressões praticadas contra a criança.
A Polícia Civil informou que devido à gravidade do caso, a diretora do Instituto Médico Legal, Gabriela Graça, esteve pessoalmente no Hospital Miguel Couto e examinou a vítima. A médica legista constatou a gravidade dos ferimentos, a existência de lesões em datas diferentes, bem como a existência de ferimento semelhante à queimadura de cigarro, demonstrando, dessa forma, a ocorrência de crime de tortura. Os três estão presos à disposição da Justiça estadual.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o bebê permanece em estado gravíssimo e o quadro clínico não apresentou alteração.




