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Política

CPI do Crime Organizado quer ouvir Moraes e Toffoli sobre Banco Master

Comissão no Senado autoriza quebras de sigilo e convoca executivos ligados ao banco e a investidores do resort Tayayá

A investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master ganhou novo impulso nesta quarta-feira (25), com a aprovação de uma série de requerimentos pela CPI do Crime Organizado no Senado Federal. As medidas incluem convites a ministros do Supremo Tribunal Federal e a ampliação das quebras de sigilo de empresas e executivos ligados ao caso.

CPI do Crime Organizado quer ouvir Moraes e Toffoli sobre Banco Master
Convites a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e quebra de sigilos marcam avanço da investigação(Divulgação – STF)

Entre os convidados estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci. Embora não haja obrigatoriedade de comparecimento, integrantes da comissão consideram que os esclarecimentos podem contribuir para elucidar aspectos institucionais e financeiros sob análise.

A comissão também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, da Reag Trust e do próprio Banco Master. As instituições deverão encaminhar informações sobre movimentações financeiras, contas de investimento e registros fiscais. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também fornecerá Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).

Além dos convites, foram aprovadas convocações obrigatórias de executivos e empresários ligados à instituição financeira e a investidores associados ao resort Tayayá, no Paraná. Entre os nomes que deverão prestar depoimento estão Daniel Vorcaro, proprietário do banco, além de outros dirigentes e ex-executivos da instituição.

Executivos convocados

Entre os nomes que deverão prestar depoimento estão:

  • Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio da instituição
  • João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do banco
  • Alberto Félix de Oliveira Neto, executivo da área de Tesouraria
  • Luiz Antônio Bull, ex-diretor de Riscos e Compliance
  • Paulo Henrique Costa, presidente afastado do Banco de Brasília

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, afirmou que as medidas são necessárias para esclarecer a estrutura financeira e as relações empresariais ligadas ao caso. Segundo ele, a apuração busca compreender eventuais redes de influência e fluxos de recursos associados às empresas investigadas.

As oitivas devem ocorrer nas próximas semanas e podem influenciar diretamente o relatório final da comissão. O caso tem provocado repercussão política devido à presença de autoridades de alto escalão entre os citados nos requerimentos, ampliando o debate sobre transparência e responsabilização institucional.

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