Tebet e André do Prado têm campanhas mais ricas ao Senado por SP
Simone Tebet recebeu cerca de R$ 6,6 milhões e André do Prado, aproximadamente R$ 6 milhões; recursos públicos têm forte peso nas campanhas

Simone Tebet (PSB) e André do Prado (PL) lideram a arrecadação entre os candidatos ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A campanha de Tebet recebeu cerca de R$ 6,6 milhões, enquanto a de André reúne aproximadamente R$ 6 milhões. Os valores colocam os dois à frente dos demais concorrentes às duas vagas paulistas em disputa neste ano.
A maior parte dos recursos das duas candidaturas tem origem em fundos públicos destinados às eleições. O limite de gastos estabelecido para uma campanha ao Senado em São Paulo é de aproximadamente R$ 7,1 milhões. Com o montante recebido até agora, Tebet alcançou o equivalente a 93% desse teto, enquanto André chegou a cerca de 85%.
Tebet lidera arrecadação para o Senado
O volume recebido por Simone Tebet coloca sua candidatura não apenas na liderança paulista, mas também entre as campanhas mais abastecidas financeiramente na disputa pelo Senado no país.
Dados de prestação de contas disponíveis até esta semana indicam que Tebet havia declarado aproximadamente R$ 6,6 milhões em receitas. André do Prado aparecia logo atrás, com pouco mais de R$ 6 milhões.
Na sequência do ranking paulista aparece Guilherme Derrite (PP), com aproximadamente R$ 4,6 milhões arrecadados. Ricardo Salles (Novo) tinha cerca de R$ 2,9 milhões declarados. Os valores podem mudar até o encerramento da campanha, conforme novas receitas e despesas sejam informadas à Justiça Eleitoral.
Recursos públicos têm peso nas campanhas
A liderança financeira de Tebet e André do Prado está relacionada principalmente aos repasses partidários provenientes de recursos públicos. As legendas definem internamente como distribuir o dinheiro disponível entre candidatos e cargos disputados.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, dispõe de aproximadamente R$ 5 bilhões para as eleições de 2026. A divisão entre os partidos segue critérios previstos na legislação, entre eles a representação das siglas no Congresso.
Além dos recursos partidários, as campanhas podem receber doações de pessoas físicas e utilizar recursos próprios dos candidatos, respeitando os limites e as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Mais dinheiro não significa liderança isolada nas pesquisas
A vantagem financeira das duas campanhas não se repete automaticamente nas pesquisas eleitorais. O cenário mais recente do Datafolha mostra uma disputa apertada pelas duas vagas paulistas.
No levantamento divulgado na quinta-feira (11), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet aparecem com 13%, André do Prado registra 11% e Guilherme Derrite tem 10%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os quatro estão tecnicamente empatados.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores de 65 municípios paulistas entre os dias 8 e 10 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%.
Outro levantamento recente, realizado pela Quaest, também mostrou uma disputa aberta. Marina Silva e Guilherme Derrite registraram 14%, Simone Tebet apareceu com 12% e André do Prado, com 7%.
São Paulo terá duas vagas para o Senado
A eleição de 2026 renovará dois dos três representantes de cada estado no Senado Federal. Por isso, o eleitor paulista poderá votar em dois candidatos diferentes para o cargo.
São Paulo tem uma lista ampla de candidatos. Além de Tebet, André, Marina, Derrite e Salles, estão registrados nomes como Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine (Cidadania), Guto Schiavetto (Missão), Marcio Alves (UP), Maíra de Souza (UP), Eliana Ferreira (PSTU), William Teixeira (Agir), Petter Maahs (PCB), Weller Gonçalves (PSTU) e Edenelson Cesaretti (PCO).
A arrecadação e os gastos continuarão sendo atualizados durante a campanha à medida que partidos e candidatos apresentarem novas informações à Justiça Eleitoral.







