Política

Lula afirma que STF não deve temer EUA e defende julgamento justo com base nos autos

Em velório de Mino Carta, presidente brasileiro defende independência da Justiça e expectativa de julgamento pautado pela presunção de inocência

Em São Paulo, durante o velório do renomado jornalista Mino Carta, nesta terça‑feira (2) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve temer os Estados Unidos e manifestou sua esperança de que “seja feita a justiça”, com base exclusivamente nos autos do processo e no respeito à presunção de inocência.

Lula regulamenta Lei da Reciprocidade Comercial e traça plano de retaliação
Em velório de Mino Carta, presidente defende independência da Justiça e expectativa de julgamento pautado pela presunção de inocência(Fabio Rodrigues – Pozzebom – Agência Brasil)

Independência judicial e contexto diplomático

A declaração ocorre em meio a tensões diplomáticas com Washington, envolvendo sanções, revogação de vistos e críticas ao Judiciário brasileiro. Em junho, Lula já havia reagido com firmeza a eventuais sanções dos EUA contra ministros do Supremo, defendendo a integridade das instituições nacionais e condenando a tentativa de interferência externa.

Atuação de Lula no cenário internacional

Além disso, em agosto, o governo brasileiro expressou repúdio à revogação do visto do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, por parte dos EUA, classificando a medida como “irresponsável” e “inaceitável” em qualquer circunstância.

Essa postura integra um cenário mais amplo de tensão diplomática, que inclui tarifas comerciais elevadas e acusações mútuas entre Brasil e EUA sobre interferência no processo eleitoral e nas instituições brasileiras.

O que significam as palavras de Lula?

Ao frisar que o STF não deve temer os EUA, Lula reafirma o princípio da soberania nacional e a autonomia do Judiciário brasileiro, especialmente num momento em que ministros vêm sendo alvo de medidas de retaliação por parte do governo Trump.

Sua afirmação de que a justiça deve ser feita “com base nos autos e no respeito à presunção de inocência” também sinaliza um reforço ao direito de defesa e ao rigor legal — numa ocasião em que estão em curso julgamentos sensíveis no STF, como o da “trama golpista”, que envolve o ex‑presidente Jair Bolsonaro.

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios