São Paulo fecha julho sem latrocínios pela primeira vez em 26 anos
Capital não registrou roubos seguidos de morte em julho e contabilizou 33 homicídios dolosos, contra 44 no mesmo mês de 2025
A cidade de São Paulo terminou julho de 2026 sem registrar nenhum latrocínio, roubo seguido de morte. É a primeira vez em 26 anos que a capital encerra o mês de julho sem ocorrências desse tipo, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). No mesmo mês de 2025, três casos haviam sido contabilizados.

Os homicídios dolosos também recuaram. Foram 33 mortes intencionais em julho, contra 44 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 25% e levou o indicador ao segundo menor resultado da série histórica para o mês.
Latrocínios também caem no acumulado do ano
A redução não ficou restrita a julho. Entre janeiro e julho, a capital contabilizou 16 latrocínios, contra 24 nos sete primeiros meses de 2025.
A diferença representa oito ocorrências a menos e uma queda de aproximadamente 33,3%. Segundo a SSP, trata-se do menor número da série histórica para o período.
No caso dos homicídios dolosos, São Paulo passou de 292 registros entre janeiro e julho de 2025 para 260 casos no mesmo intervalo de 2026. A redução foi de 10,9%, levando o indicador ao segundo menor patamar desde 2001.
SSP atribui redução a ações integradas
O secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, relacionou os resultados ao trabalho conjunto das forças de segurança nas áreas de prevenção, policiamento e investigação.
Segundo o secretário, a redução dos crimes contra a vida é resultado de uma atuação contínua para evitar ocorrências e aumentar a capacidade de resposta das polícias.
A Polícia Civil também destaca a importância das primeiras horas de investigação após um homicídio. O trabalho envolve preservação e coleta de vestígios, análise de câmeras de segurança, localização de testemunhas e cruzamento de informações.
Imagens ajudam polícia a identificar suspeitos
A diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Ivalda Aleixo, afirma que a reunião rápida de informações é fundamental para reconstruir as circunstâncias de crimes e identificar os envolvidos.
Um exemplo citado pela Segurança Pública ocorreu no início de julho. Um motociclista de 32 anos foi preso sob suspeita de envolvimento em um homicídio ocorrido na Vila Camilópolis, em Santo André, na Grande São Paulo.
O crime havia acontecido em 30 de junho, após uma discussão envolvendo a vítima, um homem de 36 anos.
Investigadores chegaram ao suspeito após analisar motocicleta
Durante a investigação, imagens ajudaram os policiais a identificar o proprietário da motocicleta utilizada na ocorrência.
A partir dessa informação e de depoimentos de testemunhas, os investigadores chegaram ao homem apontado como suspeito. O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Santo André solicitou a prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça.
O suspeito foi preso em 1º de julho. O caso exemplifica, segundo a Polícia Civil, a utilização conjunta de imagens, depoimentos e outros elementos para identificar possíveis autores de crimes contra a vida.
Capital registra redução nos dois indicadores
Os dados de julho mostram uma melhora simultânea nos indicadores de latrocínio e homicídio doloso. No primeiro caso, a capital passou de três ocorrências para nenhuma. No segundo, houve redução de 44 para 33 mortes.
Apesar dos resultados, os números representam apenas um recorte dos indicadores de criminalidade. O acompanhamento do desempenho da segurança pública também considera outros crimes e períodos mais longos, além das variações que podem ocorrer mensalmente.
No acumulado dos sete primeiros meses, porém, os dois indicadores analisados também apresentaram redução em relação a 2025.







