Transporte Público

Bilhete magnético do Metrô de São Paulo deixa de valer em novembro

Passageiros poderão utilizar os antigos tíquetes até 31 de outubro; bilhetes restantes poderão ser trocados por QR Code até janeiro de 2027

Os passageiros do Metrô de São Paulo que ainda guardam bilhetes magnéticos têm até 31 de outubro de 2026 para utilizá-los. A partir de 1º de novembro, os antigos tíquetes deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Quem não conseguir usar os créditos dentro do prazo poderá solicitar a substituição por passagens em QR Code até janeiro de 2027.

Bilhete magntico do Metr de So Paulo deixa de valer em novembro
Passageiros poderão utilizar os antigos tíquetes até 31 de outubro(Governo de São Paulo)

Os procedimentos e os locais onde será possível realizar essa troca ainda serão detalhados pelo Metrô. A mudança encerra definitivamente o uso de um tipo de bilhete que acompanha o sistema metroviário paulistano desde a década de 1970.

Produção dos bilhetes foi encerrada em 2021

A retirada das catracas é a última etapa de um processo iniciado há alguns anos. A fabricação dos bilhetes magnéticos tradicionais foi interrompida em 2021, enquanto as passagens em QR Code passaram a ocupar mais espaço nas viagens avulsas.

A substituição também reduz a dependência da produção e distribuição de cartões físicos. No formato digital, a passagem pode ser comprada antecipadamente e apresentada na tela do celular para leitura na catraca.

Para quem encontrar antigos bilhetes guardados em casa, portanto, o prazo mais importante é 31 de outubro. Depois dessa data, eles não poderão mais ser utilizados diretamente para entrar nas linhas operadas pelo Metrô.

Como pagar a passagem depois do fim do bilhete magnético?

O encerramento do antigo cartão não altera outras formas de acesso ao transporte. Os passageiros poderão continuar utilizando Bilhete Único, cartão TOP e passagens com QR Code.

Também é possível adquirir o QR Code pelo celular e utilizá-lo diretamente na tela do aparelho. As opções de pagamento disponíveis incluem dinheiro, cartões de débito e crédito e Pix, conforme o canal escolhido para a compra.

Nas estações, os usuários que preferem adquirir a passagem presencialmente continuarão contando com os canais de venda e equipamentos de autoatendimento.

Bilhete acompanhou Metrô desde 1974

O fim do modelo representa também o encerramento de uma parte da história do transporte paulistano. O formato utilizado durante décadas tem origem no padrão Edmondson, desenvolvido no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson para a emissão de bilhetes ferroviários numerados.

O Metrô de São Paulo adotou esse padrão desde o início de sua operação comercial, em 1974. Posteriormente, o cartão incorporou a tecnologia magnética, que permitia a leitura automática nas catracas.

Com aproximadamente 6,5 centímetros de comprimento por 3 centímetros de largura, o bilhete tornou-se um objeto familiar para diferentes gerações de passageiros.

Mais de 13 bilhões de bilhetes foram produzidos

Ao longo de décadas, foram fabricados mais de 13,7 bilhões de bilhetes, distribuídos em cerca de 30 edições diferentes. Alguns modelos também acabaram se transformando em itens procurados por colecionadores.

A fabricação passou por diferentes etapas. Os primeiros equipamentos de leitura e bilhetes magnéticos vieram da França. Com a nacionalização do sistema, a produção passou pela Casa da Moeda e, posteriormente, por fornecedores instalados na Argentina.

A partir de novembro, porém, esse cartão deixa definitivamente as catracas das linhas operadas pelo Metrô, enquanto os meios eletrônicos e digitais assumem seu lugar nas viagens avulsas.

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.

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