São Paulo

Guia de direitos trabalhistas: o que todo trabalhador precisa saber

Fique por dentro de benefícios e licenças previstos na legislação que protegem sua carreira e seu futuro

Os direitos trabalhistas são fundamentais para assegurar relações justas e equilibradas entre empregadores e empregados. 

Guia de direitos trabalhistas: o que todo trabalhador precisa saber
(luoman – iStock)

A legislação trabalhista brasileira, regulada principalmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelece uma série de normas para proteger os trabalhadores. Conhecer esses direitos é essencial para evitar abusos e assegurar um ambiente de trabalho digno.

Registro em Carteira de Trabalho

Todo empregado contratado formalmente deve ter seu registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) feito pela empresa em até 48 horas após a admissão. 

Com a digitalização do documento, o registro pode ser feito pelo aplicativo da CTPS digital, garantindo o acesso a benefícios como FGTS e seguro-desemprego.

Jornada de trabalho e folgas

A jornada máxima permitida é de 8 horas diárias e 44 horas semanais, podendo haver ajustes previstos em acordos sindicais. 

O trabalhador também tem direito a pelo menos um dia de folga semanal remunerada, preferencialmente aos domingos.

13º salário

O 13º salário, ou gratificação natalina, é pago anualmente em duas parcelas: a primeira até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. O valor é proporcional aos meses trabalhados no ano.

Férias remuneradas

Após 12 meses de trabalho, o empregado tem direito a 30 dias de férias, com adicional de um terço sobre o salário. 

As férias podem ser divididas em até três períodos, desde que um deles tenha, no mínimo, 14 dias.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e PIS

O empregador deve depositar mensalmente 8% do salário do empregado em uma conta vinculada ao FGTS. O valor pode ser sacado em casos como demissão sem justa causa, compra da casa própria e aposentadoria.

O Programa de Integração Social (PIS), por sua vez, é um benefício pago anualmente aos trabalhadores que recebem até dois salários mínimos e têm registro formal. Ele funciona como um abono salarial e complementa a proteção financeira junto do FGTS.

Para conferir se a empresa está realizando a contribuição, é possível consultar o PIS pelo CPF. Assim, o trabalhador tem a garantia de que tudo está sendo cumprido como deve ser.

Vale-transporte

O trabalhador tem direito ao vale-transporte, com desconto de até 6% do salário-base. Entretanto, empregados em home office não têm esse benefício obrigatório, pois não há deslocamento para o trabalho.

Hora extra

As horas trabalhadas além da jornada contratual devem ser pagas com um adicional de 50% nos dias úteis e 100% aos domingos e feriados. Também é possível compensar essas horas através de um banco de horas.

Licenças garantidas por lei

Licença-maternidade: de 120 a 180 dias, conforme o caso, para a mãe.

Licença-paternidade: 5 dias úteis, podendo ser estendida para 15 dias, para o pai.

Licença por doença: após 15 dias de afastamento, o benefício é pago pelo INSS.

Licença por acidente de trabalho: garantia de tratamento e estabilidade no emprego.

Licença nojo: 2 dias em caso de falecimento de parentes próximos.

Reivindicando os direitos

Se houver descumprimento de qualquer um desses direitos, o trabalhador deve procurar primeiro uma solução interna, conversando com o empregador. 

Caso não seja possível, recomenda-se buscar apoio sindical ou registrar uma queixa no Ministério do Trabalho. A assistência jurídica de um advogado trabalhista também pode ser crucial para assegurar o cumprimento das obrigações legais.

Conhecer e defender os direitos trabalhistas é um passo essencial para uma carreira mais segura e digna.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.

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