Bahia decreta emergência por causa de manchas de óleo
Por Pedro Ivo de Oliveira

- Caminhão com placas do Paraguai é flagrado com 246 kg de cocaína no interior de SPFiscalização do TOR na região de Rosana encontrou 225 tabletes de cocaína e pasta base em um conjunto de veículos com placas paraguaias
- Exposição gratuita de dinossauros chega ao Shopping SP Market neste domingo (20)Shopping SP Market recebe exposição gratuita com réplicas de diferentes espécies de dinossauros em tamanho real, recursos de movimento e conteúdo educativo
- Polícia Civil fecha quatro cassinos clandestinos em bairros de São PauloOperação da Polícia Civil encerrou as atividades de quatro casas de apostas ilegais na capital paulista. Funcionários e apostadores foram levados a delegacias e liberados após serem ouvidos
- Virada Esportiva terá mais de 4 mil atividades gratuitas em São Paulo neste fim de semanaA 19ª Virada Esportiva movimenta São Paulo neste fim de semana com milhares de atividades gratuitas, incluindo vôlei, yoga, parkour, esportes aquáticos, lutas, dança e modalidades paralímpicas
- Eventos e jogos alteram o trânsito em São Paulo neste fim de semanaMotoristas devem ficar atentos a interdições e operações especiais de trânsito em São Paulo neste fim de semana. Ibirapuera, Morumbi, Itaquera, Pacaembu e bairros das zonas leste, sul e oeste estão entre as áreas afetadas
O governador em exercício do estado da Bahia, João Leão, assinou hoje (14) três documentos que visam ajudar o estado a conter a mancha de óleo que se espalha rapidamente pelo litoral da Região Nordeste. Entre eles, a declaração de emergência nos municípios afetados pelo desastre ambiental. O decreto permite que verbas contingenciais sejam usadas na contenção do óleo. João Leão assinou também um termo de recebimento de ajuda da sociedade civil e uma carta pedindo apoio ao governo federal.
“O decreto tem o intuito de nos ajudar a resolver o problema. Ele trata da participação do Estado e dos municípios neste processo para nos habilitar a receber recursos federais. O segundo documento é sobre a cooperação dos capelães do Brasil, que nos ofereceram 5 mil pessoas [voluntários]. Já o terceiro solicita o apoio da Petrobras, que é quem entende do assunto”, explicou o governador.

De acordo com a secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia, 35 toneladas de óleo já foram retiradas do litoral. A coleta do material contaminado é feita por uma força-tarefa composta por bombeiros, Defesa Civil e funcionários municipais.
“Estamos intensificando o trabalho principalmente nas regiões onde há dificuldade de acesso, porque nas zonas mais urbanas as prefeituras têm atuado junto com o Governo do Estado. Nós temos colocado para as cidades a possibilidade não somente do decreto de emergência ambiental, como também equipamentos e materiais que permitem a retirada”, declarou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Francisco Telles.
O governo da Bahia emitiu, ainda, um alerta para a população para que não entre em contato direto com o óleo e não toque ou remova resíduos contaminados.
Manchas de óleo

A presença da manchas de óleo no litoral nordestino foi notada no fim de agosto. A primeira localidade onde, segundo o relatório do Ibama, a contaminação foi comunicada, fica na Praia Bela, em Pitimbu (PB), onde os fragmentos de óleo foram avistados no dia 30 de agosto. A partir daí, a substância escura e pegajosa se espalhou pelos nove estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).
A Polícia Federal (PF), a Marinha e os órgãos ambientais do Brasil tentam agora esclarecer como o material chegou às águas territoriais brasileiras e poluiu trechos do litoral nordestino. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre as hipóteses estão um possível vazamento acidental em alguma embarcação ainda não identificada; um derramamento criminoso do material por motivos desconhecidos ou a eventual limpeza do porão de um navio.
Ao participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, na semana passada, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que análises laboratoriais confirmaram que a substância não provém da produção da estatal petrolífera.







