Para conter protestos, Chile anuncia reforma ministerial

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Depois de uma semana de intensos protestos contra a desigualdade no Chile, o presidente Sebastián Piñera anunciou neste sábado (26) uma reforma ministerial. “Notifiquei todos os meus ministros no sentido de reestruturar um novo gabinete que possa confrontar estas novas exigências”, declarou o presidente.
O presidente também disse que o governo está buscando um retorno à normalidade no menor tempo possível, e se as condições dos últimos dias forem as esperadas, retirará o estado de emergência em todo o país neste domingo (27).
“Para avançar de maneira pacífica e segura, é essencial recuperar o caminho da normalidade. É por isso que quero anunciar que, se as circunstâncias permitirem, minha intenção é elevar todos os estados de emergência de 24 horas no domingo”, anunciou.
Diante das demandas dos cidadãos, o presidente solicitou ao Congresso que aprovasse o mais rapidamente possível os projetos da agenda social apresentados pelo governo.
“O governo se encarregou da mensagem profunda que ouvimos de todos os chilenos, e é por isso que propusemos ao Congresso uma profunda agenda social que reúne muitas das abordagens mais sentidas de nossos compatriotas”, disse, acrescentando que “essa agenda social exige um esforço enorme do Estado para financiá-lo, e essa agenda está em pleno andamento, por isso exorto fortemente o Congresso a aprovar os projetos”.
A noite de sexta-feira (25) no Chile foi de violência, com vários confrontos entre manifestantes e polícia. Os manifestantes, que exigem a renúncia do presidente, arremessaram coquetéis molotov contra as autoridades e a polícia respondeu com gás lacrimogênio.
Os incidentes ocorreram depois de uma marcha pacífica durante o dia, que juntou mais de um milhão de pessoas nas ruas de Santiago.
Os protestos no Chile foram originados por uma subida no preço dos bilhetes de metrô, há mais de uma semana, e acabaram por escalar para um movimento nacional contra a situação econômica no país.
Desde o início dos protestos já morreram pelo menos 18 pessoas e sete mil foram detidas. O comércio chileno também tem sido afetado, registando perdas superiores a US$ 1,4 mil milhão.
* Com agência RTP (Portugal) e TVN (televisão pública chilena)




