Rejeitada denúncia contra presidente a OAB por calúnia à Moro

- Itaquera ganha centro cultural gratuito com pistas de skate em padrão olímpicoCentro Cultural SESI Itaquera abre neste sábado (19) com entrada gratuita, teatro, quadras e duas pistas de skate em padrão olímpico projetadas por Bob Burnquist
- CPTM muda operação de três linhas neste fim de semana; veja estações afetadasCPTM terá alterações nas linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira neste fim de semana para obras e manutenção. Veja os horários e estações afetadas
- Metrô de SP funciona 24 horas neste fim de semana; veja quais linhasMetrô de São Paulo terá operação 24 horas neste fim de semana nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Passageiros devem ficar atentos às regras de transferência durante a madrugada
- Caminhão com placas do Paraguai é flagrado com 246 kg de cocaína no interior de SPFiscalização do TOR na região de Rosana encontrou 225 tabletes de cocaína e pasta base em um conjunto de veículos com placas paraguaias
- Exposição gratuita de dinossauros chega ao Shopping SP Market neste domingo (20)Shopping SP Market recebe exposição gratuita com réplicas de diferentes espécies de dinossauros em tamanho real, recursos de movimento e conteúdo educativo
A Justiça Federal de Brasília rejeitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em dezembro contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, que foi acusado de caluniar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Na denúncia, o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira pedia o afastamento de Santa Cruz do cargo. Para o MPF, o presidente da OAB teria caluniado Moro em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, concedida em julho do ano passado, e de agir como “militante político”.
Na entrevista, Santa Cruz afirmou que Moro “usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”. Ele fez referência à Operação Spoofing, da Polícia Federal, responsável por investigar a invasão de celulares de autoridades da República.

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O juiz Rodrigo Parente Paiva Bentemuller, da 15ª Vara Federal de Brasília, reconheceu que a declaração de Santa Cruz “não se amolda a uma fala institucional, tendo o acusado extrapolado suas funções”, mas afirmou que, apesar da contundência, ela não se configura como crime de calúnia.
Para o magistrado, “o denunciado não teve intenção de caluniar o Ministro da Justiça (animus caluniandi), imputando-lhe falsamente fato criminoso, mas sim, apesar de reconhecido um exagero do pronunciamento, uma intenção de criticar a atuação do Ministro”.
“Por oportuno, é descabido falar em afastamento do Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, tendo em vista a ausência de cometimento de delito no caso apresentado”, acrescentou o juiz.
Em nota, o advogado de defesa de Santa Cruz, Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que “ganha com esta decisão, principalmente, a sociedade brasileira”.
A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e aguarda retorno. À época da apresentação da denúncia, Moro disse esperar “que a Justiça seja feita e que a ação por calúnia demova o Presidente da OAB de persistir com ofensas gratuitas às autoridades públicas”.
Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil







