Greve dos Correios continua; TST manda manter 80% do efetivo
Paralisação segue por tempo indeterminado, mas decisão determina manutenção de 80% dos trabalhadores em cada unidade

A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), mas uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina a manutenção de pelo menos 80% do efetivo em atividade em cada unidade. A medida busca reduzir os impactos da paralisação sobre atendimento, transporte e distribuição de correspondências e encomendas.
A paralisação é nacional e segue por tempo indeterminado. Apesar da greve, os serviços dos Correios não estão totalmente suspensos. A estatal adotou medidas como remanejamento de trabalhadores e operações especiais para tentar manter o fluxo das entregas.
Greve dos Correios acabou?
Não. A determinação de manter 80% dos trabalhadores em atividade não representa o encerramento da greve. A mobilização continua enquanto empresa e representantes dos funcionários discutem as condições do novo acordo coletivo.
O percentual determinado pelo TST deve ser observado em cada unidade, abrangendo atividades necessárias para a continuidade dos serviços, como atendimento ao público, tratamento das correspondências, transporte e distribuição.
Por que os trabalhadores dos Correios estão em greve?
A paralisação começou após a categoria rejeitar a proposta apresentada durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. Um dos principais pontos de divergência envolve as condições do plano de saúde destinado a empregados, aposentados e dependentes.
Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a categoria cobra uma proposta que preserve direitos e as condições de assistência médica. Os Correios, por sua vez, afirmam que a proposta apresentada preservava 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e previa reajuste de salários e benefícios pelo INPC.
Agências dos Correios continuam funcionando?
A greve não significa o fechamento automático de todas as agências. Com a exigência de manutenção de 80% do efetivo e as medidas emergenciais adotadas pela empresa, parte significativa dos serviços continua em funcionamento.
A situação, porém, pode variar conforme a unidade e a adesão dos trabalhadores ao movimento. Por isso, quem precisar utilizar uma agência deve verificar previamente o funcionamento do local.
Encomendas podem atrasar durante a greve?
A determinação judicial busca justamente preservar a continuidade do atendimento e das operações logísticas. Ainda assim, uma paralisação por tempo indeterminado pode provocar alterações na rotina operacional.
Os Correios informaram que adotaram remanejamento de pessoal e mutirões para reduzir os efeitos da greve. Até o momento, não há indicação de suspensão nacional das entregas.
Quando termina a greve dos Correios?
Ainda não há data definida para o encerramento da paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está previsto para 21 de setembro, mas empresa e trabalhadores podem chegar a um acordo antes dessa data.
Até lá, a determinação de manutenção do efetivo mínimo permanece como uma das principais medidas para garantir a continuidade dos serviços durante o movimento.







