São Paulo

Ataque a tiros em Jerusalém deixa três mortos e 16 feridos

Um palestino abriu fogo perto da Esplanada das Mesquitas, um local sagrado para judeus e muçulmanos. O governo israelense acusou o atirador de ter ligação com o Hamas, que elogiou o ataque.

Jerusalém, 30 de novembro de 2023 – Um ataque a tiros em Jerusalém, capital de Israel, deixou três pessoas mortas e outras 16 feridas nesta quinta-feira (30). O atirador foi identificado como um palestino de 42 anos que morava em Jerusalém Oriental, uma área ocupada e anexada por Israel desde 1967. Ele foi morto pela polícia no local do ataque.

O ataque ocorreu na manhã desta quinta-feira, perto da entrada da Esplanada das Mesquitas, um local sagrado para judeus e muçulmanos na Cidade Velha de Jerusalém. As vítimas eram civis e policiais israelenses que estavam no local. Dentre os feridos, três foram socorridos em estado grave e, posteriormente, hospitalizados.

O governo israelense acusou o atirador de ter ligação com o Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza e que é considerado uma organização terrorista por Israel e pelos Estados Unidos. O Hamas, por sua vez, elogiou o ataque, mas não reivindicou a autoria.

O ataque a tiros foi o mais grave desde 2015, quando uma onda de violência entre israelenses e palestinos deixou centenas de mortos. O ataque aumentou a tensão na região, que já vive um conflito histórico e político por causa de Jerusalém, uma cidade disputada por ambos os povos como sua capital.

Após o ataque, as autoridades israelenses reforçaram a segurança na cidade, com patrulhas, bloqueios e revistas de suspeitos. A Esplanada das Mesquitas foi fechada temporariamente para visitantes. O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, condenou o ataque e prometeu uma resposta dura. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu calma e diálogo.

O ataque a tiros em Jerusalém reacendeu o debate sobre a questão palestina e o status de Jerusalém no cenário internacional. A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece Jerusalém Oriental como território palestino ocupado e considera que a solução para o conflito é a criação de dois Estados, um israelense e outro palestino, com Jerusalém como capital compartilhada. No entanto, Israel reivindica toda a cidade como sua capital indivisível e rejeita qualquer divisão. Os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, reconheceram Jerusalém como a capital de Israel em 2017, uma decisão que foi criticada pela comunidade internacional.

O Brasil, por sua vez, mantém uma posição de apoio à solução de dois Estados e de respeito às resoluções da ONU sobre o conflito. O país também defende o diálogo e a negociação entre as partes, com o apoio da comunidade internacional, para alcançar uma paz duradoura e justa na região.

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.

Leia também

Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios