São Paulo

Governo lança “Gás para Todos” em 5 de agosto para distribuir botijões a famílias de baixa renda

Programa substitui o Auxílio Gás e prevê atender 17 milhões de famílias até 2027, com retirada diretamente em revendas credenciadas

O governo federal oficializará no dia 5 de agosto o lançamento do programa social Gás para Todos, voltado a famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico, anunciou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento em Minas Novas (MG) na quinta-feira (24). A iniciativa tem o objetivo de atingir cerca de 17 milhões de famílias até dezembro de 2027, ampliando significativamente o alcance do atual Auxílio-Gás, que atinge aproximadamente 5,4 milhões de lares.

Governo lança “Gás para Todos” em 5 de agosto para distribuir botijões a famílias de baixa renda
Programa substitui o Auxílio Gás e prevê atender 17 milhões de famílias até 2027, com retirada diretamente em revendas credenciadas(Divulgação-Marcello Casal Jr-Agência Brasil)

Ao contrário do modelo em vigor, que entrega recursos em dinheiro, esta nova política prevê a entrega física de botijões de gás (GLP) em revendas credenciadas ou diretamente por distribuidoras quando não houver revendedor no município. O benefício será escalonado conforme o tamanho da família: seis botijões por ano para domicílios com três ou mais pessoas e quatro para famílias com até duas pessoas.

A Caixa Econômica Federal, operadora do programa, será responsável por realizar o pagamento diretamente aos revendedores, limitando intermediários e evitando aumento de custos. Com mais de 40 mil pontos de distribuição em todo o país, o programa busca garantir a capilaridade do benefício, inclusive em regiões remotas.

O ministro Silveira destacou que o Gás para Todos é essencial para combater a pobreza energética e proteger a saúde pública de mulheres e crianças que ainda utilizam métodos de cocção inadequados. A medida provisória que instituirá o programa será assinada no lançamento, com entrada em vigor imediata; cabe ao Congresso validar o texto em até quatro meses.

Com um orçamento previsto de R$ 2,6 bilhões em 2025 e R$ 5 bilhões em 2026, o programa tem meta clara de operacionalização em setembro deste ano. O modelo já em análise pela Casa Civil e técnicos do MME visa modernizar a política de distribuição, transformando o benefício em um formato mais preciso, inclusivo e menos sujeito a desvios.

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