São Paulo

Lula e Bolsonaro têm mais referências negativas do que positivas entre eleitores de SP, diz Datafolha

Pesquisa revela que 48% dos eleitores associam Lula a referências negativas, enquanto Bolsonaro tem 58% de menções desfavoráveis

Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm mais referências negativas do que positivas entre os eleitores da cidade de São Paulo. O levantamento, realizado entre os dias 15 e 17 de outubro, entrevistou 1.204 pessoas com 16 anos ou mais.

Lula e Bolsonaro têm mais referências negativas do que positivas entre eleitores de SP, diz Datafolha
Pesquisa revela que 48% dos eleitores associam Lula a referências negativas, enquanto Bolsonaro tem 58% de menções desfavoráveis(Reprodução)

Quando perguntados sobre a primeira coisa que vem à mente ao pensar em Lula, 48% dos entrevistados fizeram menções negativas, enquanto 39% citaram aspectos positivos. As associações negativas mais comuns para Lula incluíram termos como “bandido” ou “ladrão” (13%), “corrupção” ou “fraude” (3%), e “mentiroso” ou “divulga fake news” (2%). Entre as referências positivas, destacaram-se “bom ou melhor presidente” (5%) e “apoia a população mais pobre” (2%).

No caso de Bolsonaro, a situação é ainda mais desfavorável. O ex-presidente foi associado a referências negativas por 58% dos entrevistados, enquanto apenas 30% fizeram menções positivas. As críticas mais frequentes incluíram “péssimo” (5%), “não gosta dele ou não deixou saudades” (4%), e “não foi um bom presidente” (3%). As menções positivas mais comuns foram “bom ou melhor presidente” (7%) e “votaria nele” (2%).

A pesquisa Datafolha destaca a polarização e a insatisfação dos eleitores paulistanos com os principais líderes políticos do país. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Esses resultados refletem o clima político atual e a percepção pública sobre as gestões de Lula e Bolsonaro. A pesquisa foi espontânea, ou seja, os entrevistados citaram suas primeiras memórias sem serem apresentados a uma lista de opções.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.

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