Vereador e PM são alvos de operação contra suposta rede do PCC em SP
Operação Nexus cumpre 26 mandados em Itatiba e Campinas; investigação também apura movimentações com carros de luxo

Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar realizada na manhã desta terça-feira (15) mira uma suposta rede ligada ao PCC que atuaria em Itatiba e Campinas, no interior paulista. Seis suspeitos foram presos, segundo informações divulgadas sobre a Operação Nexus.
A ofensiva cumpriu 26 mandados de busca e apreensão. Entre os endereços estão a residência e o gabinete de um vereador de Itatiba investigado por supostamente colaborar com o monitoramento realizado pelo grupo criminoso. Um policial militar também é investigado por possível ligação com integrantes da organização.
Operação investiga monitoramento para integrantes do PCC
Segundo a investigação, o grupo teria estruturado um sistema de monitoramento permanente para acompanhar movimentações e permitir que integrantes da organização criminosa reagissem rapidamente à aproximação policial.
Um dos presos mora em um condomínio de luxo e é apontado pela investigação como integrante de um núcleo relacionado à liderança e à lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda serão analisadas no decorrer do processo, e a operação não representa condenação dos investigados.
Carros de luxo estão na mira da investigação
A investigação também apura movimentações envolvendo mais de 20 veículos de alto padrão, entre eles modelos de marcas como Lamborghini, Ferrari e Porsche.
Três lojas de veículos são investigadas por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, algumas das movimentações financeiras apuradas ultrapassam R$ 2 milhões.
Operação mobiliza 160 policiais
A Operação Nexus mobilizou cerca de 160 policiais militares, além de integrantes do Ministério Público. Cães farejadores e o helicóptero Águia também foram empregados no cumprimento das ordens judiciais.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos alvos e a origem dos recursos e bens identificados. As defesas dos investigados devem ser ouvidas à medida que forem formalmente identificadas e se manifestarem.







