São Paulo

Grupo Hamas está aberto a discutir trégua com Israel, após ameaçar matar reféns

O grupo islâmico Hamas, classificado como terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia, anunciou nesta segunda-feira (9) que está disposto a discutir uma trégua com Israel, alegando ter “alcançado seus objetivos”. Moussa Abu Marzouk, um alto membro do Hamas, afirmou em entrevista à rede de notícias árabe “Al Jazeera” que o grupo está aberto a “algo desse tipo” e a “todos os diálogos políticos”, quando questionado sobre a possibilidade de um cessar-fogo.

Essa declaração surge após o Hamas ter advertido que começaria a executar reféns civis a cada novo bombardeio israelense contra residências de civis em Gaza, sem aviso prévio.

Enquanto isso, Israel anunciou que retomou o controle de todas as comunidades próximas à Faixa de Gaza. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), almirante Daniel Hagari, informou que não há mais combates entre as FDI e o Hamas.

O número de mortos continua a aumentar à medida que os combates se intensificam. Segundo o Ministério da Saúde palestino em Gaza, mais de 680 pessoas foram mortas e cerca de 3.700 ficaram feridas. Já em Israel, a FDI relatou mais de 700 mortes.

Nesta segunda-feira, um campo de refugiados palestinos na cidade de Gaza foi atingido por ataques aéreos de Israel. Um homem não identificado, em entrevista à Reuters, relatou que o ataque ocorreu sem aviso prévio e causou grande destruição no local.

A situação humanitária em Gaza se agrava, com dezenas de milhares de pessoas sendo deslocadas. Segundo a Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas (UNRWA), cerca de 74 mil pessoas estão abrigadas em 64 abrigos da UNRWA.

Enquanto o Hamas demonstra abertura para discutir uma trégua, os combates continuam a causar devastação e sofrimento na região, levantando preocupações sobre a escalada do conflito e a busca por uma solução pacífica.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.

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