Termina sem acordo reunião entre Teatro Oficina e Grupo Silvio Santos
Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil

Mais uma tentativa de acordo entre o Grupo Silvio Santos e o Teatro Oficina Uzyna Uzona terminou sem acordo. Em reunião realizada nesta terça-feira (4), as partes não chegaram a uma solução consensual sobre a construção, ao lado do teatro, de um empreendimento imobiliário.
O complexo, de interesse do Grupo Silvio Santos, teria duas torres residenciais de 80 metros de altura cada, além de uma área comercial com estacionamento e lojas. A atual sede do Oficina foi projetada em 1984 pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, criadora do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e pelo brasileiro Edison Elito. O teatro, localizado na Rua Jaceguai, no bairro da Bela Vista, foi inaugurado em 1993, e é tombado pelo patrimônio histórico nas esferas federal, estadual e municipal.
- São Paulo terá sexta-feira sem chuva e temperatura chega aos 21°C
- Quem não pode circular hoje? Rodízio atinge placas 9 e 0 em São Paulo
- Bilhete Único ficará sem recarga por sete horas neste fim de semana em SP
- Investigação sobre PCC alcança concessionárias de linhas de bairro em São Paulo
- Prefeitura de SP avalia intervenção na A2 Transportes após operação contra o PCC
De acordo com representantes do Oficina, o empreendimento do Grupo Silvio Santos não respeita preservação do patrimônio tombado, tanto do edifício, quanto do bem imaterial. Segundo os responsáveis pelo teatro, as restrições ao projeto, aceitas pelos empreendedores, são insuficientes. O grupo ofereceu, por exemplo, uma área de servidão no terreno do empreendimento para uso como saída de emergência ao público do teatro.
Diante do impasse, o Ministério Público Federal (MPF), que intermediou a reunião, informou que poderá ingressar na Justiça para defender o patrimônio histórico.
“Após ouvir os representantes dos órgãos de preservação do patrimônio cultural e os demais envolvidos, o MPF entende que há possibilidade de se judicializar o caso, desempenhando sua missão constitucional de proteção do meio ambiente e do patrimônio histórico, em sua concepção ampla”, afirmou a procuradora Suzana Fairbanks após a reunião.







